Microcefalia e eugenia: rejeitamos esse tipo de sociedade fundada em uma moral utilitarista que descarta pessoas consideradas ‘inviáveis’

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Fernando Fernandes

Praticada desde a Grécia antiga, a Eugenia se fundamenta na ideia de aprimoramento da população por meio de seleção artificial. Em Esparta, por exemplo, onde o valor do indivíduo estava centrado na sua capacidade de servir, como bom soldado, à Pólis – algo aproximado da nossa noção moderna de Estado. Os recém-nascidos eram propriedades da Pólis e, em tenra idade, eram examinados e sua vida ou morte era decidida. A regra era a eliminação de todos os que fossem portadores de deficiência física ou mental, ou não fossem suficientemente robustos para o combate.

Com recuos ou avanços, a ideia eugênica sempre povoou a prática da humanidade. É inerente à natureza humana a inclinação para maximizar nossos benefícios e, sempre que possível, reduzir nossos custos; maximizar nosso prazer e reduzir nossa dor. Se no passado o infanticídio eugênico se justificava pela “monstruosidade” ou pela superstição contra os “filhos do demônio”, é nos séculos XIX e XX que a eugenia ganha contornos racistas, sexistas e genocidas.

Na Inglaterra do século de XIX, Francis Galton, influenciado pela obra de Charles Darwin, propôs, com base na transmissão hereditária de inteligência, a prática de casamentos seletivos em nome de evitar-se uma “degeneração biológica” das famílias mais ricas e cultas. Já ouviu este argumento antes? A tentação de incluir Hitler neste assunto é grande, mas este é um caminho muito fácil que não tomarei.

Na década de 1930, os EUA estavam respirando os ares da pseudociência da eugenia com o propósito de separar os “incapazes”: portadores de patologias mentais – entre esses, as mulheres adúlteras – os loucos, os criminosos, os epiléticos, os cegos, os surdos, dentre outros.  Alguns eugenistas defendiam a eutanásia e até a esterilização forçada dos “degenerados”.

Com o fim da segunda guerra mundial e com a queda em descrédito do darwinismo social, a sanha eugênica foi sendo deixada de lado, ainda que instituições eugênicas sobrevivam, com outros nomes, até hoje. A eugenia declinou; seja na sua versão “positiva”, isto é, aumentar o número de indivíduos “aptos” ou “aceitáveis”; seja, na versão “negativa” em que objetiva impedir a reprodução dos indivíduos “problemáticos”.

Mas, Banânia ( Brasil ) consegue nos surpreender não é mesmo?! Faz uma semana, aproximadamente, que pululam em nossos jornais uma defesa absurda desse assunto que se tornou página virada na história: a eugenia. Os “degenerados” da vez são os portadores de microcefalia decorrente do zika vírus. Um juiz de direito, que autorizou uma série de abortos legais em casos de anencefalia e outras doenças raras, disse que a interrupção da gravidez em casos de microcefalia é válida, fazendo uma interpretação extensiva das razões que autorizam o aborto anencefálico.

Uma professora do Anis – Instituto de Bioética, especialista em bioética e antropóloga, vê eugenia nas políticas públicas que envolvem o controle de nascimentos. Entretanto, não vê eugenia no aborto do feto portador de microcefalia, caso existam falhas de políticas públicas realizadas pelo Estado – uma constante autoevidente. Segundo ela, em entrevista para a BBC Brasil: “Ou o Estado oferece as melhores condições e cuidado permanente aos recém-nascidos com microcefalia, ou permite que as mulheres possam fazer a escolha individual de interromper suas gestações”. E ainda: “O aborto não é uma solução para esta tragédia, mas seria uma forma de proteger as mulheres vítimas da falta de políticas efetivas para erradicação da doença.” Esta é a mesma cientista que liderou o pedido que legalizou o aborto no caso de fetos anencéfalos na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 54. Agora, seu arsenal pró-aborto se volta contra os microcéfalos, conforme expõe ao UOL.

Falando à ÉPOCA, a diretora do Centro Latino-Americano de Saúde Materno-Infantil da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) disse que “os casos de zika vão pressionar o debate sobre os direitos reprodutivos. A interrupção da gravidez, em qualquer situação, é uma decisão da mulher. (…) Uma jovem que engravidou sem planejamento e tem um filho com deficiência necessitará de cuidados especiais durante toda a vida. A sociedade tem de ajudar essa mulher, e ela precisa de apoio para ter suas decisões respeitadas”.

Uma pergunta que precisa ser feita é: Quem é esta sociedade? Onde ela mora? O que ela come? Quero dizer, é certo que a mãe de um filho que tenha qualquer tipo de deficiência demanda a assistência dos seus familiares e a ajuda daqueles que lhes são próximos ou se importam, mas não é este recurso que a diretora da OPAS está demandando. O que ela pretende é uma atuação direta do Estado para ou obrigar um conjunto de pessoas a um comportamento específico, ou mitigar o direito de outro grupo de indivíduos.

Ora, como já é de se imaginar, de tudo que foi dito pelos supostos especialistas, concorda-se com muito pouco. A vitória na descriminalização da prática de aborto de fetos anencéfalos tem, sim, tudo a ver com o esforço de descriminalização do aborto de fetos microcéfalos. Apesar de serem casos totalmente diversos, uma vez que a morte é certa em fetos anencéfalos, esta é apenas uma pequena possibilidade em casos de microcefalia. O elo sujo que os abortistas encontram está no dano cerebral e sua deficiência decorrente. Que, nos casos de microcefalia, demanda uma “forcinha” retórica das dificuldades sociais.

A verdadeira conexão subjacente nesse discurso é uma sociedade fundada na pior espécie de moral utilitarista. É inerente à natureza humana certa dose de utilitarismo na tomada de decisões racionais. Afastar a dor e buscar o prazer ou, maximizar os benefícios e minimizar os custos, são critérios para resolver questões morais, econômicas, sociais e políticas. Contudo, a eugenia leva este recurso a sua face mais perversa, aquela que desumaniza o indivíduo, tornando-o mero instrumento na concretização ou obstacularização daquele que toma a decisão.

Vamos às últimas consequências deste argumento, a saber: a conjunção entre deficiência originada por danos cerebrais e dificuldade cotidiana por falta de políticas públicas efetivas é autorizadora do aborto. Quais outros casos de aborto se compatibilizariam com esta ideia? Quantas outras anomalias e síndromes? Por que não os nascidos cegos, surdos ou mudos? Em dezenas de casos presenciamos a conjunção entre os dois elementos-base dos argumentos que aparentemente vão ao Supremo Tribunal Federal.

Seguindo este raciocínio da questão cerebral e impossibilidade de dar as condições adequadas ao futuro bebê, vemos estampada a real intenção daqueles que defenderão o aborto em casos de microcefalia: fazer avançar a Agenda do Aborto Livre. Aumentar as inseguranças dos indivíduos sobre os fetos com qualquer possibilidade de problemas cerebrais é caminhar na direção da defesa do aborto até a décima segunda semana da gestação. Como disse o “filósofo contemporâneo” Jean Wyllys: “a ciência diz que até a 12ª semana de gestação não há vida” (sic).

Para além, mesmo se tiramos o aborto da equação e olharmos estritamente para a questão da seleção genética, tirando os casos onde a escolha visa, exclusivamente, a cura de uma doença sem pôr em risco o feto, a eugenia viola a liberdade ética da pessoa manipulada. Os progenitores estão limitados ao espaço dentro do qual a futura pessoa poderia exercer sua liberdade de empreender seu projeto racional de vida.

Por último, a retórica mais ignorante de todas. O argumento “Ser proibido não faz com que não existam abortos. A mulher sem acesso ao aborto legal, independente da situação econômica, pode optar pelo aborto clandestino. Quem está na ponta mais pobre do sistema estará exposta a abortos inseguros, sim”. Primeiramente, todo aborto implica em risco, logo, em insegurança. Depois, a proibição de crimes quaisquer que sejam não resulta no fim da prática criminosa. Para acabar, a mulher que tem acesso ao aborto clandestino comete um crime “seguro” assim como um roubo seguido de morte de uma vítima indefesa. Em nada essa “segurança” legitima o homicídio intrauterino.

A vida não deve ser medida por um parâmetro econômico. Naquele embrião está contido um valor incomensurável, origem de todos os outros valores humanos, inclusive a Liberdade. Não é uma coisa, não é unha encravada, um câncer, um parasita ou algo do gênero. É alguém! Alguém perfeitamente desenvolvido para sua idade e com singularidade inscrita em seu DNA. Deste é a propriedade sobre si e a nós compete respeitar esta propriedade.

Saibam, leitores, que vendo essa movimentação do Anis – Instituto de Bioética (sic), só conseguimos lembrar da, já famosa neste blog, Planned Parenthood, aquele instituto fundado por uma ativista filiada à Ku Klux Klan, com objetivo de controlar o nascimento de negros e pobres, inspirado no infanticídio feminino asiático e que acreditava nas teorias eugênicas, vendo no aborto uma maneira de “limpar e purificar” a raça humana. Bem, Margaret Sanger, fundadora do Planned Parenthood, argumentava que os abortos deveriam ser feitos, pois deveria ser respeitado o direito de liberdade feminina, e que a mulher deveria interromper a concepção caso não pudesse dar as melhores condições de afeto ao filho. Soa familiar?

http://blog.comshalom.org/carmadelio/49506-49506

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Maior empresa realizadora de abortos nos EUA fecha 24 filiais só em 2013

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ACI

crescente rejeição da população norte-americana ao aborto vem causando significativos estragos nas finanças da Planned Parenthood, a maior rede de clínicas especializadas em aborto nos Estados Unidos. Desde o início de 2013, a empresa fechou 24 estabelecimentos. Só na semana passada, a rede encerrou as atividades de três clínicas no estado do Texas.

Os números constam no último relatório da Operation Rescue, uma ONG pró-vida especializada em monitorar a ação de instituições que realizam abortos no país. Em entrevista ao site Life News, Troy Newman, presidente da organização, disse que o número reflete a diminuição na quantidade de mulheres que escolhem abortar seus filhos, mas também é consequência da série de escândalos nas quais a empresa se envolveu.

Life News cita entre os problemas os 42 casos de complicações em pacientes que ingeriram “pílulas do dia seguinte” fornecidas pela Planned Parenthood e a morte de uma paciente de Chicago, que faleceu após a cirurgia abortiva.

A rede de clínicas, no entanto, enviou uma nota à imprensa em junho alegando que, ao menos os fechamentos no estado do Texas, se deviam ao impedimento de acesso a financiamentos com recursos públicos, consequência de uma lei aprovada em 2011.

Uma das últimas clínicas a ser fechada foi onde Abby Johnson trabalhou como diretora. Hoje uma influente líder pró-vida, Abby abandonou a militância da Planned Parenthood em 2009, depois de assistir a um aborto por meio de um aparelho de ultrassom. Nesta terça-feira, ela comemorou publicamente o fechamento da clínica em sua página no Facebook.

A mudança de rumo na vida de Abby ganhou cobertura nacional semelhante à de Norma McCorvey (conhecida como Jane Roe), a protagonista do caso judicial que legalizou o aborto nos EUA na década de 70, e que depois se arrependeu publicamente.

http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/36017-maior-empresa-realizadora-de-abortos-nos-eua-fecha-24-filiais-so-em-2013

Igreja da Eutanásia incentiva o suicídio e o aborto para salvar o planeta

n/d

“Salve o planeta, cometa suicídio” e “Viva Satanás” são apenas dois entre os infames slogans usados ​​pela Igreja da Eutanásia, mais conhecida como Igreja Morte. Grupo fundado há 40 anos, que diz lutar para oferecer “salvação para este mundo”.

Esse grupo político procura dar um “tom sagrado” à sua luta em favor do aborto, da eutanásia, do suicídio, do canibalismo e de causas afins. Nos termos atuais, seriam um “coletivo anarquista”, que baseia suas ideias no pensamento do artista dadaísta e músico Chris Korda e seus amigos.

O site do grupo afirma que eles “se dedicam a restabelecer o equilíbrio entre os seres humanos e as demais espécies na Terra”. Para isso, defendem o que chamam de “antinatalismo”, que seria uma tentativa de ver a morte dos seres humanos como a solução para o planeta. Esse aspecto sombrio pode ser visto no site, cuja página principal traz a campanha “Coma pessoas, não animais”.

Seu fundador, chamado de “Reverendo Korda”, sempre mostrou uma extrema hostilidade à religião. Transexual, ele defende ainda toda e quaisquer variação de sodomia, pois o “sexo gay” seria a única maneira segura de evitar a procriação da humanidade. Adepto do movimento artístico dadaísta, ele acredita no confronto entre o tudo e o nada e a representação da falta de sentido da vida.

Após terem conseguido o reconhecimento de grupo religioso nos EUA, passaram a fazer várias campanhas baseando-se nas leis que garante a liberdade de culto. Pró-ambientalistas, ficaram famosos por defender causas aparentemente boas em prol da conservação do planeta. O que nunca deixavam claro é como entendem que a Terra poderia ser salva, no caso, pela extinção da raça humana.

Segundo eles mesmos, possuem apenas um mandamento: “Não procriarás” e se baseiam em quatro “pilares de fé: suicídio, aborto, canibalismo e sodomia”. Embora não divulguem quantas pessoas são oficialmente afiliadas a esta “igreja”, comemoram quatro décadas de ativismo defendendo as mesmas bandeiras de sempre. Usando argumentos que parecem saídos dos escritos de Hitler, defendem o aborto “como um rito sagrado”.

Evocando elementos de religiões pagãs, dizem cultuar a “deusa da morte”, que recebe diferentes nomes em diversos países. Sua principal manifestação seriam através de “bruxas” que teriam soberania sobre a vida e a morte. Nesses rituais, haveria sacrifício humano, principalmente de crianças.

Vamos lutar contra a “débil moral cristã”, defende Nevada Kerr, uma das atuais porta-vozes da igreja. Para ela, eles serviriam para trazer um “bem maior” para o mundo. Com informações WND.

Fonte: Gospel Prime

http://www.rainhamaria.com.br/Pagina/14074/Igreja-seita-da-Eutanasia-incentiva-o-suicidio-e-o-aborto-para-salvar-o-planeta

Presidente Dilma pode aprovar lei abortista assim que a JMJ e visita do Papa Francisco acabar

RIO DE JANEIRO, 26 Jul. 13 / 08:32 pm (ACI/EWTN Noticias).- Enquanto a Jornada Mundial da Juventude Rio2013 com a presença do Papa Francisco acontece no Rio de Janeiro, está em andamento o projeto de lei PLC 3/2013, que permitirá a distribuição de uma droga abortiva em todo o sistema de saúde do país, para entrar em vigor, a lei só precisa da sansão da presidente Dilma Rousseff.

 

Fontes comunicaram ao Grupo ACI, que a presidente Dilma pode assinar a lei já na próxima semana, em 2 de agosto, data em que se celebra o dia da luta pelo fim da violência contra as mulheres. Caso a lei seja aprovava, a droga abortiva poderá ser entregue a qualquer mulher grávida e funciona provocando contrações que acarretam no assassinato do feto.

 

As fontes disseram que o projeto foi aprovado no Congresso em 4 de julho, sob uma linguagem muito sutil, que enganou os deputados brasileiros, inclusive os que são defensores da vida.

 

Antes desta decisão, mais de 20 associações de defesa da vida, na América Latina, enviaram um pronunciamento pedido a todo o povo brasileiro que “não se deixem enganar e façam todo o possível para que a PL03-2013 não seja aprovada”.

 

Neste pronunciamento, as associações disseram que “temos estudado o projeto de lei e reconhecemos a mesma estratégia que querem aplicarem todos os países para o uso generalizado e sem a prescrição de uma droga abortiva. O primeiro passo para que esta estratégia funcione, é que a mulher pode declarar que sofreu violência sexual e só com sua palavra, ser autorizada a solicitar um aborto”.

 

Entre os adeptos a este pronunciamento se encontra HazteOir.org, uma plataforma com mais de 400 mil membros ativos, membros da RedFamília, grupo pró-vida do México, que é integrada por mais de 800 organizações e outros reconhecidos líderes nacionais, de mais de uma dezena de países.

 

Carlos Polo, diretor do Escritório para a América Latina do Population Research Institute e porta-voz do grupo, explicou que “esta é lei com a qual todo abortista latino-americano sonha, porque ela permitirá que qualquer mulher obtenha um aborto com pílulas, apenas dizendo que sua gravidez é resultado de uma violação. As organizações a favor do aborto têm trabalhado durante anos e atualmente, promovem abortos com esta droga de maneira clandestina, através de aconselhamento via internet ou celulares”.

 

Polo esclareceu que os grupos abortistas acharam conveniente esperar a ocasião em que os católicos estariam com o Santo Padre e os deputados estariam de férias, até 5 de agosto. “Estamos nos mobilizando nas redes sociais, pedindo aos jovens pró-vida da JMJ que usem uma gravata amarela para expressar que o Brasil defende a vida. A mesma mão que vai apertar a mão do Papa Francisco não deve assinar um projeto de lei que acabaria com a vida de muitas crianças não nascidas”, concluiu.

http://www.acidigital.com/noticia.php?id=25770

 

Advogado pró-vida exige o veto total ao projeto de lei do aborto no Brasil

SÃO PAULO, 16 Jul. 13 / 12:10 am (ACI/EWTN Noticias).- Paulo Fernando Melo da Costa, advogado brasileiro perito em direito constitucional, pediu à Conferência Nacional de Bispos do Brasil (CNBB), “em nome do povo brasileiro, em especial os católicos desta grande nação”, que se pronunciem a favor do veto ao projeto de lei PLC 3/2013, que procura abrir as portas ao aborto no país.

A poucos dias da chegada do Papa Francisco ao Brasil, com a ocasião da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) Rio 2013, as duas câmaras do Congresso do Brasil passaram, como trâmite urgente, o projeto de lei PLC 3/2013, que aprova com eufemismos o aborto, escondendo-o atrás da desculpa de “atenção às vítimas de violência sexual”.

O texto foi aprovado em 4 de julho e está à espera de ser aprovado pela presidente do Brasil, Dilma Rousseff.

Em uma carta aberta dirigida aos Bispos, Paulo Fernando Melo da Costa advertiu que “o PLC 3/2013 utiliza o pretexto de serviços meritórios às mulheres vítimas de violência para abrir as portas ao aborto”.

“O Partido dos Trabalhadores (PT) por fim está a ponto de conseguir, da forma mais traiçoeira possível, legalizar o aborto no Brasil”, denunciou, advertindo que a possível assinatura de Dilma Rouseff ao projeto de lei aprovado pelo Congresso coroará “um esforço de décadas a favor da eliminação de seres humanos indefesos e inocentes”.

O advogado assinalou que embora “a primeira vista, trata-se de um projeto que se ocupa da atenção às vítimas da violência sexual (o que é meritório)”, depois de “encaixar muito bem as peças” se descobrem “os objetivos ocultos”.

Dentro do projeto de lei aprovado, indicou o perito, inclui-se a “prevenção da gravidez” e “o fornecimento de informação às vítimas sobre os direitos legais”.

Isto, advertiu o advogado pró-vida brasileiro, inclui “a administração da pílula do dia seguinte e o aborto”.

“Na prática, qualquer mulher que chegue a um hospital alegando ter tido uma relação sexual não consentida (a definição de ‘violência sexual’ que figura no PLC 3/2013) ganha assim o direito de ser levada a um serviço de ‘aborto legal’”, assinalou.

O perito indicou que com esta normativa bastaria “que uma mulher interessada em abortar se dirija a qualquer hospital e diga que ficou grávida depois de uma relação sexual não consentida, para aproveitar o vazio legal que não pena um aborto cometido em caso de gravidez por abuso sexual”.

O advogado advertiu também que este projeto de lei “não inclui a possibilidade da objeção de consciência”, por isso “instituições religiosas, por exemplo, estariam obrigadas a remeter à mulher grávida a um ‘aborto legal’, independentemente de seus princípios”.

Assinalou também que é “evidente” a participação do governante Partido dos Trabalhadores (PT) na “aprovação do PLC 3/2013”, e assinalou os membros do PT que colaboraram no caminho do projeto de lei abortista, como Alexandre Padilha, Iara Bernardi, José Guimarães e André Vargas.

A “tramitação relâmpago” que levou à aprovação do projeto de lei abortista nas duas câmaras do Congresso brasileiro, indicou, tiveram como objetivo “impedir leituras mais atentas do projeto, e que desmascarassem as intenções de seus autores”.

“Temos que recordar o óbvio”, escreveu o advogado pró-vida, “o aborto é a eliminação deliberada de um ser humano inocente e indefeso. Uma sociedade que tolera tal tratamento provoca sua própria degradação”.

Entretanto, ele remarcou que este “não é o caso do Brasil, onde a maioria da população condena o aborto”.

“Assim, o PT, ao promover de forma trapaceira a ampliação do acesso ao aborto ofende não só a dignidade humana, mas também o sentimento geral do povo brasileiro”.

Depois de expor seus argumentos, o líder pró-vida, “na condição de cidadão, advogado e católico, militante do movimento pró-vida, rogo a Vossas?Reverendíssimas?que não sejam omissos nesta hora, pois a história haverá de cobrar, e mais, ainda o juízo de Deus, da decisão que tomarem”.

“Vossas Excelências Reverendíssimas são chamadas hoje a se posicionar em defesa da vida – pelo?VETO TOTAL ao PLC 03/2013. Assim quer a?expressa maioria do povo brasileiro que é contra o aborto, assim exige o catecismo da Igreja católica e muitos documentos pontifícios, de modo especial a?Evangelium Vitae”.

Paulo Melo da Costa concluiu sua carta aberta expressando sua confiança em que os Bispos brasileiros tomarão “a decisão correta”.

http://www.acidigital.com/noticia.php?id=25716