Para onde vai a Educação…

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As principais ameaças à educação

Solzhienitsyn tinha uma grande experiência com o governo da URSS para saber o que falava. Mas não apenas os governos totalitários se intrometem na vida das pessoas. Nas últimas décadas esta intromissão tomou vulto assustador nos países assim denominados “democráticos”. Sua origem não é somente nacional, mas procedem principalmente de instituições internacionais como a ONU e a miríade de ONGs que a cercam.

No assunto que estamos abordando a interferência da UNESCO atingiu proporções intoleráveis. Já não se pode falar em educação nacional em nenhum país ocidental. “Especialistas” globais se arrogam o poder de interferir diretamente no currículo, impondo a formação de “cidadãos para um mundo globalizado”.

Desnecessário dizer que nada disto ocorreria sem o concurso de “especialistas” locais aboletados no Ministério da Educação e nas secretarias estaduais, muitas vezes membros das mesmas ONGs.

Os estudantes, nesse império do politicamente correto, são ensinados a rejeitar a noção de verdades absolutas e aceitar o relativismo em todas as áreas, principalmente moral, ética e religiosa. A tradição e os valores nacionais e ocidentais são vistos como intolerantes e devem ser rejeitados em favor de “valores” internacionais (globais). Impera o multiculturalismo, todas as “culturas” – conceito cujo valor de grande conhecimento se esvaiu numa teia de significados vazios – têm igual valor. “…a única cultura que não pode ser celebrada é a cultura que permitiu que todas essas outras culturas fossem celebradas” (Douglas Murray), exatamente aquela que deu origem à civilização ocidental judaico-cristã.

Um dos principais fatores para este verdadeiro desastre foi a paulatina retirada da educação do lar e entregue à escola.

Educação ou ensino?

Educated men are as much superior to uneducated men as the living are to the dead.
Aristóteles

Diferencio esses dois temas por considerar que o primeiro se refere à família e o segundo à escola. Existem analfabetos educados e sábios sem nenhuma educação. A modernidade cada vez mais foi alijando a família e concentrando ambos na escola. Sou, no entanto, de uma geração na qual os dois temas eram bem delimitados: cabia à família educar e à escola ensinar. A participação da escola na educação se restringia à conduta disciplinar. A transmissão das tradições morais, éticas e religiosas vinha do lar. Cabia aos pais decidir se a educação religiosa deveria ser complementada pela escola, encaminhando seus filhos para escolas religiosas de sua fé, ou não. A escola não se arrogava o direito de educar e formar, mas em sua tarefa, o ensino, era criteriosa e exigente. Os professores conheciam o assunto que ensinavam, sem intricadas teorias ou técnicas pedagógicas para atrapalhar.

A pressão para esta entrega deve-se a dois fatores: de um lado pais inseguros formados nas décadas pós-guerra que de tanto criticar seus pais – era a época da “libertação” sexual, das ações revolucionárias, dos festivais tipo Woodstock onde tudo era permitido – não souberam assumir suas responsabilidades como pais e preferiram entrega-las à escola. De outro, “educadores”, ávidos de controlar e doutrinar os estudantes ao invés de ensiná-los, pedagogos cheios de teorias que queriam testar no farto material humano que lhes era entregue como cobaias.
Não havia como a educação e o ensino não decaírem a níveis vergonhosos. Em todos os países ocidentais este fenômeno ocorreu, mas no Brasil assumiu proporção assustadora!

Era inevitável que aparecessem inúmeros problemas principalmente para os estudantes, desde um ensino deficitário e perverso onde a história é continuamente reescrita e deturpada ideologicamente, até gravíssimas intervenções médico-psicológicas que serão objeto da continuidade deste artigo.

O que a confraria médico-psicopedagógica está fazendo com nossas crianças?

…as crianças são de longe o grupo mais classificado e rotulado de nossa sociedade. Advirto contra ‘as prescrições institucionais de um sistema que procura enquadrar as crianças em categorias diagnósticas’.
Frank Putnam

Desde a década de 80 a psico-medicalização da infância vem assumindo proporções alarmantes. A escola, além de abdicar de sua missão primordial de ensinar, assumiu o papel de clínica psicológica. A idealização dos sentimentos e o consequente abandono da racionalidade – esta abominação inventada pela civilização ocidental – estimularam a formação de grupos onde os alunos, mesmo de tenra idade, são estimulados a discutirem seus sentimentos abertamente. Inventou-se a ideia do bullying e tentou-se destruir a agressividade natural e necessária para o desenvolvimento (o que é diferente de coibir a destrutividade), principalmente nos meninos para inibir o desenvolvimento da masculinidade dos futuros “machistas”, pois a participação do movimento feminista na degradação da educação e no nível dos professores é enorme. As histórias infantis, depuradas de qualquer maldade, se tornaram contos aborrecidos e sem graça.

“A proteção terapêutica – terapismo – é como colocar viseiras nas crianças antes de levá-las a passear no campo cheio de vida”. (Christina Hoff Sommers & Sally Satel, M.D). O terapismo é uma invenção da psicopedagogia para anular a invidualidade, “desconstruindo” os valores familiares e a produção espontânea do pensamento infantil.

Problema mais grave, no entanto, é a medicalização de aspectos do desenvolvimento normal das crianças. Referindo-se aos EUA, o Dr. Chester M. Pierce, psiquiatra, deixou claro em seu discurso para o Seminário Internacional de Educação da Infância em 1973, haver um propósito subversivo por trás da profissão psiquiátrica.

“Toda criança na América que ingressar na escola com a idade de cinco anos pode ser considerada insana, porque vem para a escola com certas fidelidades aos nossos pais fundadores, em relação aos nossos funcionários eleitos, em relação aos pais, em relação a uma crença em um ser sobrenatural, e em relação à soberania desta nação como uma entidade separada. Cabe a vocês como professores curar todas essas crianças doentes – criando a criança internacional do futuro”.

Pode parecer exagero, mas estas palavras, adaptadas, podem ser usadas para descrever o que ocorre no Brasil. G. Brock Chisholm, psiquiatra e co-fundador da Federação Mundial de Saúde Mental afirmou que para alcançar um governo mundial, é necessário remover das mentes dos homens seu individualismo, a lealdade às tradições familiares, patriotismo nacional e dogmas religiosos…”.

Além da extensa doutrinação para transformar as crianças em meros cães de Pavlov, inventaram-se falsos diagnósticos psiquiátricos para condições normais em crianças irrequietas e curiosas, sendo a principal o “Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade”. Pais amedrontados pela atividade natural de seus filhos e professores que querem salas de aula com robozinhos bem comportados uniram-se a psiquiatras ávidos de pacientes e laboratórios visando enormes lucros para aceitar sem nenhuma crítica esta falsa síndrome já reconhecida pelo seu próprio criador, Leon Eisenberg, como “um excelente exemplo de uma doença fictícia”.

A existência de diagnósticos também influencia a visão que os pais e professores têm das crianças sob seus cuidados. Muitos professores e pais ouviram falar de “hiperatividade” e mais especificamente de déficit de atenção/hiperatividade. Muitos profissionais não especializados em saúde mental acreditam que podem fazer este diagnóstico.

Diane McGuinness declarou em 1989:
“Nos últimos 25 anos fomos levados a um fenômeno raro na história. Pesquisas metodológicas rigorosas indicam que o síndrome de Distúrbio do Déficit de Atenção e Hiperatividade simplesmente não existe. Inventamos uma doença, a sancionamos e agora devemos desmenti-la. O maior problema é saber como vamos matar o monstro que nós criamos. Não é fácil fazer isto sem nos desmoralizarmos”.

Para não me alongar demais devo fazer um último aviso: a prescrição de medicamentos para as crianças é amplamente justificada com base nestes diagnósticos. A mais conhecida é a ritalina, droga com efeitos colaterais extensos e que causa muitas vezes os sintomas que pretende curar. Seu uso por tempo prolongado pode causar danos cerebrais irreparáveis, além de criar dependência física e assegurar futuros clientes psiquiátricos e fregueses dos laboratórios produtores de drogas psicotrópicas. Mas estes fatos são geralmente escamoteados aos pais.

Segundo Breggin & Breggin a “cura” para essas crianças é uma atenção mais amorosa e racional por parte do pai. Os jovens estão hoje em dia sedentos de atenção por parte de seus pais, atenção que pode vir de qualquer adulto do sexo masculino.

A má influência do feminismo ativista e gay tenta feminizar os homens e retirar deles sua função específica: de chefe da família.

http://midiasemmascara.org/colunistas/as-principais-ameacas-a-educacao-parte-1/

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Nigerianas desenvolvem um gerador de eletricidade movido a urina

Any Karolyne Galdino

Um gerador desenvolvido por quatro meninas nigerianas promete gerar 6 horas de eletricidade com um litro de urina. As jovens de apenas 14 e 15 anos de idade decidiram criar este gerador porque muitas pessoas morrem envenenados devido a emissão de monóxido de carbono emitido por geradores usados lá.

 A jovem Adebola Duro-Aina, líder do grupo, disse que ficou chocada ao ler no jornal sobre uma família de cinco pessoas que havia morrido envenenada por causa do gerador.

Na Nigéria, é muito comum haver queda de energia, o que faz com que a maioria das famílias do país tenham geradores de eletricidade movidos a gasolina.

Adebola decidida a fazer algo para solucionar isso, se uniu com outras três amigas e procuraram o professor de Ciências do colégio, o Mr. Olaide Lawal, e encontraram uma solução: usar hidrogênio no lugar de gasolina, assim como nos foguetes da Nasa.

Mas onde conseguir hidrogênio? Na água! E onde conseguir água em um país onde há escassez dessa substância? No xixi! Então surgiu o gerador Pee is For Power, capaz de transformar urina em eletricidade.

O aparelho possui um baixo custo, é basicamente formado por um filtro com células eletrolíticas capazes de separar o nitrogênio, a água e o hidrogênio da urina.

http://engenhariae.com.br/meio-ambiente/nigerianas-desenvolvem-um-gerador-de-eletricidade-movido-a-urina/

Diabetes atinge proporções epidêmicas no Brasil e no mundo

Diabetes afeta 12 milhões de brasileiros

 

A doença está se tornando a epidemia do século e já afeta cerca de 371 milhões de pessoas no mundo, segundo o relatório da Federação Internacional de Diabetes

 

Na quinta-feira, 14 de novembro, é o Dia Mundial do Diabetes. O diabetes está se tornando a epidemia do século e já afeta cerca de 371 milhões de pessoas no mundo, segundo o relatório da Federação Internacional de Diabetes. Até 2030, a previsão é de que esse número chegue a 552 milhões.
 
De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, já são mais de 12 milhões de diabéticos no país, sendo que a metade desconhece tal condição. Diabetes mellitus é uma doença caracterizada pelo aumento anormal do açúcar ou glicose no sangue. A glicose é a principal fonte de energia do organismo, mas em excesso pode trazer várias complicações.
 
Algumas pessoas desenvolvem diabetes após doenças no pâncreas. A maioria desenvolve e não se consegue descobrir a causa, mas sabe-se que, em qualquer das situações, o pâncreas não funciona corretamente, seja não fabricando nenhuma insulina (Diabete tipo I), pouca insulina ou uma insulina fraca (Diabete tipo II).
 
Quando não tratada, pode causar infarto do coração, derrame cerebral, insuficiência renal, problemas visuais e lesões de difícil cicatrização, inclusive com amputação de membros, entre outras complicações.
 
O diagnóstico pode ser feito por meio de um exame simples, onde a quantidade de glicose no sangue é dosada. É importante que esse exame seja feito após um jejum de 8 a 12 horas para que o valor encontrado seja o mais correto possível.
 
As pessoas que já sabem que são diabéticas devem tomar sua medicação corretamente, fazer dieta, evitar açúcares e doces, comer verduras, legumes, saladas, cereais, alimentos integrais e não deixar de realizar atividade física. Quem possui qualquer suspeita da doença, deve procurar atendimento médico o mais breve possível.
 
 
 
Diabético e vida saudável
 
Algumas orientações nutricionais são fundamentais para que o diabético leve uma vida saudável. Veja uma lista de alimentos proibidos e confira algumas receitas adaptadas para os diabéticos.
 
Alimentos de consumo proibido:
 
Açúcares (refinado, cristal, mascavo, invertido, light, de confeiteiro, orgânico), mel, caldo de cana, glucose de milho (Karo®), doces em geral.
Alimentos industrializados que contenham açúcar, como: achocolatados em pó, temperos prontos, geleias, pães doces, biscoitos recheados, balas, sorvetes, bolos confeitados, goiabada, marmelada, doces em compota, refrigerantes e sucos não dietéticos.
Leite integral, iogurte integral, creme de leite, leite condensado, nata, queijos com excesso de sal e/ou gordurosos: cheddar, parmesão, provolone, gorgonzola (visando controle de peso).
Carnes gordurosas e/ou processadas: presunto, mortadela, bacon, paio, linguiça, salame, salsicha, hambúrguer, carne seca, cupim, acém, picanha, miúdos em geral, carne de porco (exceto lombo).
Peixes gordurosos, processados e salgados: sardinha em lata, atum em lata (conservado em óleo), aliche, bacalhau, arenque, cavala, truta, frutos do mar.
Aves processadas: nuggets, stake de frango, hambúrguer de frango, lingüiça de frango, frango defumado.
Condimentos e molhos: molho inglês, molho de soja (shoyo), molho para saladas, maionese, amaciante de carnes, molhos prontos de tomate e para carnes, condimentos em pó/cubos, sopas prontas (liofilizadas que contenham sal).
 
Orientações gerais:
 
Reduza progressivamente o consumo de alimentos industrializados, substituindo-os por alimentos naturais e preparações caseiras.
Realce o sabor dos alimentos utilizando suco de limão, vinagre, especiarias/ervas aromáticas como alho, cebola, cebolinha, salsa, alecrim, colorau, hortelã, louro, manjericão, gengibre; Substitua o açúcar por adoçante (aspartame, sucralose, stévia).
Fracione as refeições com intervalos de 3 em 3 horas (↓ volume ↑vezes).
Não consumir mais do que um tipo de carboidrato na mesma refeição.
Ex.: arroz, batata, mandioca, mandioquinha, macarrão, farofa/farinha, pão.
Prefira cortes de carne magra (patinho, coxão mole, lagarto, paleta e alcatra), leites desnatados e queijos magros (minas frescal, ricota, cotage). Retire a pele do frango e a gordura da carne antes do preparo.
Aumente o consumo de fibras (frutas com casca, verduras de preferência cruas, cereais e massas integrais).
Consumir em torno de 3 a 5 porções de frutas por dia, variando os tipos e evitando grandes quantidades de uma só vez (uma porção de fruta por horário). Ex.: 1 maçã ou ½ mamão papaya pequeno ou 1 pires (chá) de morango.
O doce diet é uma boa opção, porém, muitas vezes esses alimentos são mais gordurosos do que a versão normal, portanto devemos consumi-los com moderação.
Utilize óleos em pequena quantidade (soja, milho, girassol, canola) e azeite extra-virgem.
Realize as refeições com calma, em ambiente tranquilo, mastigando bem os alimentos.
 
 

Vinho da época de Jesus seria intragável para os padrões atuais

As vinhas da história

 

Um acadêmico revisa a trajetória do vinho e conclui que a bebida que era assim chamada na Antiguidade tem pouco em comum com a que se consome hoje

 

Escavações em um sítio arqueológico em Lattes, na costa mediterrânea da França, provaram que os gauleses produziam vinho pelo menos desde o século V a.C. O trabalho da equipe do arqueólogo Patrick McGovern, da Universidade da Pensilvânia, publicado em junho, apresenta assim a evidência mais antiga de vitivinicultura no país hoje líder no setor. Ela vem se somar a centenas de outras que confirmam a tradição milenar da bebida – tradição que os produtores e comerciantes adoram cantar e os consumidores, ouvir. O vinho de nossos dias tem, contudo, pouco em comum com aquele bebido por Sócrates em O Banquete, de Platão, ou por Jesus Cristo na Santa Ceia. É uma invenção recente. Essa é a tese do livro Inventing Wille: A New History of One of lhe World’s Most Aliciem Pleasures (Inventando o Vinho: uma Nova História de um dos Prazeres Mais Antigos do Mundo), de Paul Lukacs.
 
Segundo o autor, o aroma e o sabor do vinho na Antiguidade seriam detestáveis para o paladar moderno: um fermentado de uva oxidado, avinagrado, repleto de contaminações por fungos e bactérias. Devido à falta de higiene e à incapacidade tecnológica de evitar o contato do liquido com o ar, o vinho dos dias de Sócrates e Jesus nem tinha os aromas frescos da juventude nem envelhecia de forma saudável. O remédio aplicado piorava as coisas. Para disfarçarem o mau cheiro, os antigos usavam ervas aromáticas secas, pimenta e outras especiarias. Na tentativa de aumentarem a longevidade acrescentavam mel e até sal à bebida. Para impedirem a entrada de ar nas ânforas, besuntavam-nas com óleos e resinas de diferentes árvores. Tudo isso alterava o vinho. Nem por isso os amigos deixavam de apreciá-lo. Plínio, o Velho, que no século I dissertou longamente sobre a bebida em sua História Natural, era um connoisseur das diversas resinas usadas para a vedação de ânforas.
 
As diferenças entre o vinho de então e o de hoje estão não só no sabor mas, nota Lukacs, também na sua função social, que no passado era menos ligada ao prazer e mais à religião. Nos primeiros relatos da Antiguidade, o vinho aparecia como uma bebida de caráter divino. Usada em rituais e nos templos, não precisava ter qualidade. Depois, nas cidades-estado gregas e em Roma, começou a surgir um mercado do vinho já mais preocupado com o sabor. Na Grécia, as ilhas do mar Egeu eram tidas como fonte de bom vinho. No Império Romano, o mais famoso deles vinha das encostas do Monte Falerno. Feitos de uvas-passas, ambos eram muito doces e, por isso, estragavam menos que os outros – o açúcar age como conservante natural. A técnica de produção era próxima à usada hoje para fabricar os chamados vinhos passificados, como o Vinsanto da ilha grega de Santorini ou o Passito, de Pantelleria, ilha italiana entre a Sicília e a Tunísia.
 
Foi só na Idade Média, quando a Igreja separou o vinho do culto daquele que se bebia no dia a dia, que a bebida de fato e secularizou. Curiosamente, foram os freis e abades que, isolados em seus monastérios, trabalharam na qualidade do vinho secular. Os mais importantes deles foram os monges beneditinos da Abadia de Cister, na Borgonha, que a partir do século XII mapearam alguns dos vinhedos mais caros dos nossos dias. A popularização das garrafas, no século XVII, possibilitou a criação de vinhos finos na Alemanha e na própria França. A grande massa, no entanto, continuou bebendo “uma mistura pavorosa até a segunda metade do século XX. Acredita Lukacs – que decerto nunca bebeu um vinho de garrafão brasileiro – que, dos anos 1990 para cá, até vinhos baratos deixaram de cometer pecados mortais.
 
Lukacs não é historiador mas é, sim, acadêmico (além de enófilo). Professor de inglês da Universidade Loyola Maryland, fundamenta sua hipótese com uma vasta bibliografia. Seu trabalho irrita quando prova ao leitor que a região de Bordeaux, ícone máximo da tradição em vinhos, só no século XVIII se tornou o que é hoje. Mas pode ser de grande ajuda ao apreciador de vinhos, ao estudioso de história ou antropologia e a todo aquele que busca entender os favoritismos do paladar para essa bebida ancestral – mas moderna.

 

http://ocontornodasombra.blogspot.com.br/

Guerra contra Síria é prenuncio da volta de Jesus, afirmam estudiosos

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A segunda vinda de Jesus está ligada à cidade de Damasco, capital da Síria, acreditam estudiosos das profecias cristãos e muçulmanos. A crescente ameaça de guerra dos sírio contra outros países gerou uma série de análises de antigos escritos.

Em comum entre as previsões está o iminente retorno de Cristo. Da parte dos cristãos, alguns apontam para Isaías 17:1, que diz: “Eis que Damasco será destruída, e já não será cidade, antes será um montão de ruínas. As cidades de Aroer serão abandonadas; hão de ser para os rebanhos que se deitarão sem que alguém os espante”. Para alguns, esse seria um prenúncio do Armagedon, a batalha final.

Muitos sites cristãos dedicados a interpretação das Escrituras têm especulado sobre se o iminente conflito na Síria foi profetizado na Bíblia. Alguns estudiosos acreditam que esta profecia se cumpriu em 732 a. C, quando os assírios destruíram a cidade, enquanto outros estão convencidos de que se trata de um “evento final dos tempos ainda acontecerá”, explica o portal Christian Post.

Curiosamente, surgem especialistas lembrando que os muçulmanos também acreditam na segunda vinda de Jesus, que pare eles foi um profeta. O texto mencionado na Surat An-Nisa, diz: “E não há ninguém do Povo do Livro, mas que certamente hão de crer em Jesus antes de sua morte. E no Dia da Ressurreição ele será uma testemunha contra eles”.

Abd Ibn Abbas, tio de Maomé relata uma visão do profeta muçulmano: “Na noite de minha ascensão aos céus, eu vi Moisés que era um homem alto de cabelos castanhos como se pertencesse a tribo de Shanawa, e eu vi Jesus, um homem de estatura mediana e complexão moderada inclinada para as cores vermelha e branca e de cabelo liso. Eu também vi Malik, o guardião do Inferno e o Dajjal [Anticristo] entre os sinais que Allah me mostrou”.

Mais especificamente, os estudiosos muçulmanos citam um hadith que fala sobre a ligação de Damasco com a segunda vinda de Jesus, o Livro de Sahih, 41, cuja Hadith 7015 diz: “Allah enviará o Messias filho de Maria. Ele então descerá perto do minarete oriental branco de Damasco, vestido com dois mantos amarelos, apoiado nas asas de dois anjos.”

O imã Abdullah Antepli, capelão muçulmano da Universidade de Duke e fundador da Associação Muçulmana de Capelães, explicou que “existem duas escolas de pensamento dentro do Islã sobre profecias. Alguns muçulmanos entendem as profecias escritas no Alcorão e nas hadiths como literais, mas a maioria dos muçulmanos nunca vê as previsões proféticas em seu sentido literal.”

Com relação à segunda vinda de Cristo, Antepli esclarece: “Como líder muçulmano, para mim a segunda vinda de Jesus representa a paz entre muçulmanos e cristãos, onde se estabelecerá um reino de paz e justiça sobre a terra”.

David Lose, do Luther Seminary, erudito e autor de livros, também deu sua opinião: “Alguns veem quase todas as palavras proféticas como acontecimento futuros, ao invés de vê-las como metáforas destinadas a inspirar a esperança e oferecer conforto no presente”. Para o primeiro grupo, é um constante exercício tentar estabelecer os acontecimentos dos últimos dias.

Outros estudiosos alertam que o conflito na Síria pode ser os primeiros sinais de uma Terceira Guerra Mundial, pois o Oriente Médio está repleto de alianças e tensões que ampliam drasticamente o significado de um ataque à Síria.

O professor e teólogo Joel C. Rosenberg, assevera: “O contexto de Isaías 17 e Jeremias 49 são uma série de profecias do fim dos tempos que lidam com os juízos de Deus sobre os vizinhos e inimigos de Israel que antecedem – e ocorrem durante a – Grande Tribulação”.

O erudito Jack Kinsella, defende em seu livro sobre os conflitos que antecedem o final do mundo, que o provável ataque dos EUA ou das forças da ONU à Síria envolvam reações de todos os países vizinhos contra Israel. Isso poderia causar um efeito dominó, com contra-ataques dos muçulmanos do Hezbollah, Irã, Turquia e talvez até mesmo Jordânia e Egito.

Damasco é considerada a mais antiga cidade continuamente habitada do mundo, com uma história de 5000 anos. Embora tenha sido atacada e conquistada, nunca foi completamente destruída como anuncia a profecia. Hoje possui uma população de quase 2 milhões. A Enciclopédia Judaica explica que o termo “Aroer” em Isaías 17.2 provavelmente foi traduzido incorretamente, e que a melhor opção seria “as cidades ao redor serão abandonadas”. Se essa for a tradução correta, incluirá a fortaleza do Hezbollah, no Vale de Bekaa no Líbano, que era parte do território arameu no tempo de Isaías, e fica entre Beirute e Damasco.

O texto de Isaias oferece ainda um vislumbre do que seriam os acontecimentos posteriores:

n/d

“E a fortaleza de Efraim cessará, como também o reino de Damasco e o restante da Síria; serão como a glória dos filhos de Israel, diz o Senhor dos Exércitos. E naquele dia será diminuída a glória de Jacó, e a gordura da sua carne ficará emagrecida” (Isaías 17:3-4).

Jacó e Efraim são nomes alternativos para o Reino do Norte e Samaria era sua capital. Judá era o nome dado ao Reino do Sul, mais tarde alterado para Judéia nas eras grega e romana. E não há dúvidas que anunciam o prenúncio de um cenário de guerra.

“Naquele dia atentará o homem para o seu Criador, e os seus olhos olharão para o Santo de Israel. E não atentará para os altares, obra das suas mãos, nem olhará para o que fizeram seus dedos, nem para os bosques, nem para as imagens. Naquele dia as suas cidades fortificadas serão como lugares abandonados, no bosque ou sobre o cume das montanhas, os quais foram abandonados ante os filhos de Israel; e haverá assolação” (Isaías 17.7-9). Com informações de Christian Post e Huffington Post.

http://www.rainhamaria.com.br/Pagina/14229/Guerra-contra-Siria-e-prenuncio-da-volta-de-Jesus-afirmam-estudiosos