Diabetes atinge proporções epidêmicas no Brasil e no mundo

Diabetes afeta 12 milhões de brasileiros

 

A doença está se tornando a epidemia do século e já afeta cerca de 371 milhões de pessoas no mundo, segundo o relatório da Federação Internacional de Diabetes

 

Na quinta-feira, 14 de novembro, é o Dia Mundial do Diabetes. O diabetes está se tornando a epidemia do século e já afeta cerca de 371 milhões de pessoas no mundo, segundo o relatório da Federação Internacional de Diabetes. Até 2030, a previsão é de que esse número chegue a 552 milhões.
 
De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, já são mais de 12 milhões de diabéticos no país, sendo que a metade desconhece tal condição. Diabetes mellitus é uma doença caracterizada pelo aumento anormal do açúcar ou glicose no sangue. A glicose é a principal fonte de energia do organismo, mas em excesso pode trazer várias complicações.
 
Algumas pessoas desenvolvem diabetes após doenças no pâncreas. A maioria desenvolve e não se consegue descobrir a causa, mas sabe-se que, em qualquer das situações, o pâncreas não funciona corretamente, seja não fabricando nenhuma insulina (Diabete tipo I), pouca insulina ou uma insulina fraca (Diabete tipo II).
 
Quando não tratada, pode causar infarto do coração, derrame cerebral, insuficiência renal, problemas visuais e lesões de difícil cicatrização, inclusive com amputação de membros, entre outras complicações.
 
O diagnóstico pode ser feito por meio de um exame simples, onde a quantidade de glicose no sangue é dosada. É importante que esse exame seja feito após um jejum de 8 a 12 horas para que o valor encontrado seja o mais correto possível.
 
As pessoas que já sabem que são diabéticas devem tomar sua medicação corretamente, fazer dieta, evitar açúcares e doces, comer verduras, legumes, saladas, cereais, alimentos integrais e não deixar de realizar atividade física. Quem possui qualquer suspeita da doença, deve procurar atendimento médico o mais breve possível.
 
 
 
Diabético e vida saudável
 
Algumas orientações nutricionais são fundamentais para que o diabético leve uma vida saudável. Veja uma lista de alimentos proibidos e confira algumas receitas adaptadas para os diabéticos.
 
Alimentos de consumo proibido:
 
Açúcares (refinado, cristal, mascavo, invertido, light, de confeiteiro, orgânico), mel, caldo de cana, glucose de milho (Karo®), doces em geral.
Alimentos industrializados que contenham açúcar, como: achocolatados em pó, temperos prontos, geleias, pães doces, biscoitos recheados, balas, sorvetes, bolos confeitados, goiabada, marmelada, doces em compota, refrigerantes e sucos não dietéticos.
Leite integral, iogurte integral, creme de leite, leite condensado, nata, queijos com excesso de sal e/ou gordurosos: cheddar, parmesão, provolone, gorgonzola (visando controle de peso).
Carnes gordurosas e/ou processadas: presunto, mortadela, bacon, paio, linguiça, salame, salsicha, hambúrguer, carne seca, cupim, acém, picanha, miúdos em geral, carne de porco (exceto lombo).
Peixes gordurosos, processados e salgados: sardinha em lata, atum em lata (conservado em óleo), aliche, bacalhau, arenque, cavala, truta, frutos do mar.
Aves processadas: nuggets, stake de frango, hambúrguer de frango, lingüiça de frango, frango defumado.
Condimentos e molhos: molho inglês, molho de soja (shoyo), molho para saladas, maionese, amaciante de carnes, molhos prontos de tomate e para carnes, condimentos em pó/cubos, sopas prontas (liofilizadas que contenham sal).
 
Orientações gerais:
 
Reduza progressivamente o consumo de alimentos industrializados, substituindo-os por alimentos naturais e preparações caseiras.
Realce o sabor dos alimentos utilizando suco de limão, vinagre, especiarias/ervas aromáticas como alho, cebola, cebolinha, salsa, alecrim, colorau, hortelã, louro, manjericão, gengibre; Substitua o açúcar por adoçante (aspartame, sucralose, stévia).
Fracione as refeições com intervalos de 3 em 3 horas (↓ volume ↑vezes).
Não consumir mais do que um tipo de carboidrato na mesma refeição.
Ex.: arroz, batata, mandioca, mandioquinha, macarrão, farofa/farinha, pão.
Prefira cortes de carne magra (patinho, coxão mole, lagarto, paleta e alcatra), leites desnatados e queijos magros (minas frescal, ricota, cotage). Retire a pele do frango e a gordura da carne antes do preparo.
Aumente o consumo de fibras (frutas com casca, verduras de preferência cruas, cereais e massas integrais).
Consumir em torno de 3 a 5 porções de frutas por dia, variando os tipos e evitando grandes quantidades de uma só vez (uma porção de fruta por horário). Ex.: 1 maçã ou ½ mamão papaya pequeno ou 1 pires (chá) de morango.
O doce diet é uma boa opção, porém, muitas vezes esses alimentos são mais gordurosos do que a versão normal, portanto devemos consumi-los com moderação.
Utilize óleos em pequena quantidade (soja, milho, girassol, canola) e azeite extra-virgem.
Realize as refeições com calma, em ambiente tranquilo, mastigando bem os alimentos.
 
 

Vinho da época de Jesus seria intragável para os padrões atuais

As vinhas da história

 

Um acadêmico revisa a trajetória do vinho e conclui que a bebida que era assim chamada na Antiguidade tem pouco em comum com a que se consome hoje

 

Escavações em um sítio arqueológico em Lattes, na costa mediterrânea da França, provaram que os gauleses produziam vinho pelo menos desde o século V a.C. O trabalho da equipe do arqueólogo Patrick McGovern, da Universidade da Pensilvânia, publicado em junho, apresenta assim a evidência mais antiga de vitivinicultura no país hoje líder no setor. Ela vem se somar a centenas de outras que confirmam a tradição milenar da bebida – tradição que os produtores e comerciantes adoram cantar e os consumidores, ouvir. O vinho de nossos dias tem, contudo, pouco em comum com aquele bebido por Sócrates em O Banquete, de Platão, ou por Jesus Cristo na Santa Ceia. É uma invenção recente. Essa é a tese do livro Inventing Wille: A New History of One of lhe World’s Most Aliciem Pleasures (Inventando o Vinho: uma Nova História de um dos Prazeres Mais Antigos do Mundo), de Paul Lukacs.
 
Segundo o autor, o aroma e o sabor do vinho na Antiguidade seriam detestáveis para o paladar moderno: um fermentado de uva oxidado, avinagrado, repleto de contaminações por fungos e bactérias. Devido à falta de higiene e à incapacidade tecnológica de evitar o contato do liquido com o ar, o vinho dos dias de Sócrates e Jesus nem tinha os aromas frescos da juventude nem envelhecia de forma saudável. O remédio aplicado piorava as coisas. Para disfarçarem o mau cheiro, os antigos usavam ervas aromáticas secas, pimenta e outras especiarias. Na tentativa de aumentarem a longevidade acrescentavam mel e até sal à bebida. Para impedirem a entrada de ar nas ânforas, besuntavam-nas com óleos e resinas de diferentes árvores. Tudo isso alterava o vinho. Nem por isso os amigos deixavam de apreciá-lo. Plínio, o Velho, que no século I dissertou longamente sobre a bebida em sua História Natural, era um connoisseur das diversas resinas usadas para a vedação de ânforas.
 
As diferenças entre o vinho de então e o de hoje estão não só no sabor mas, nota Lukacs, também na sua função social, que no passado era menos ligada ao prazer e mais à religião. Nos primeiros relatos da Antiguidade, o vinho aparecia como uma bebida de caráter divino. Usada em rituais e nos templos, não precisava ter qualidade. Depois, nas cidades-estado gregas e em Roma, começou a surgir um mercado do vinho já mais preocupado com o sabor. Na Grécia, as ilhas do mar Egeu eram tidas como fonte de bom vinho. No Império Romano, o mais famoso deles vinha das encostas do Monte Falerno. Feitos de uvas-passas, ambos eram muito doces e, por isso, estragavam menos que os outros – o açúcar age como conservante natural. A técnica de produção era próxima à usada hoje para fabricar os chamados vinhos passificados, como o Vinsanto da ilha grega de Santorini ou o Passito, de Pantelleria, ilha italiana entre a Sicília e a Tunísia.
 
Foi só na Idade Média, quando a Igreja separou o vinho do culto daquele que se bebia no dia a dia, que a bebida de fato e secularizou. Curiosamente, foram os freis e abades que, isolados em seus monastérios, trabalharam na qualidade do vinho secular. Os mais importantes deles foram os monges beneditinos da Abadia de Cister, na Borgonha, que a partir do século XII mapearam alguns dos vinhedos mais caros dos nossos dias. A popularização das garrafas, no século XVII, possibilitou a criação de vinhos finos na Alemanha e na própria França. A grande massa, no entanto, continuou bebendo “uma mistura pavorosa até a segunda metade do século XX. Acredita Lukacs – que decerto nunca bebeu um vinho de garrafão brasileiro – que, dos anos 1990 para cá, até vinhos baratos deixaram de cometer pecados mortais.
 
Lukacs não é historiador mas é, sim, acadêmico (além de enófilo). Professor de inglês da Universidade Loyola Maryland, fundamenta sua hipótese com uma vasta bibliografia. Seu trabalho irrita quando prova ao leitor que a região de Bordeaux, ícone máximo da tradição em vinhos, só no século XVIII se tornou o que é hoje. Mas pode ser de grande ajuda ao apreciador de vinhos, ao estudioso de história ou antropologia e a todo aquele que busca entender os favoritismos do paladar para essa bebida ancestral – mas moderna.

 

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Cientistas ‘degustam’ o primeiro hambúrguer de laboratório do mundo

Hambúrguer comum | Foto: BBC

O primeiro hambúrguer feito em laboratório foi apresentado e degustado nesta segunda-feira, numa conferência científica em Londres.

Cientistas holandeses utilizaram células retiradas de uma vaca para reconstituir os músculos de carne bovina, que foram combinados a outros ingredientes para fazer o hambúrguer.

Os pesquisadores dizem que a tecnologia poderia ser uma forma sustentável para suprir a crescente demanda por carne.

Mas críticos da ideia dizem que comer menos carne seria o jeito mais fácil para compensar a já prevista falta de comida no mundo.

Modo de fazer

Músculo da carne criada em laboratório | Foto: BBC

1. Os cientistas começam extraindo extraindo células do músculo de uma vaca.

2. No laboratório, as células são colocadas numa cultura – solução – com nutrientes para promover o crescimento e multiplicação das células.

3. Três semanas depois, as mais de um milhão de células-tronco geradas são divididas e colocadas em recipientes menores.

4. As células já crescidas se transformaram em pequenas tiras de músculo de aproximadamente um centímetro de comprimento e apenas alguns milímetros de espessura (foto).

5. As pequenas tiras são então coletadas e juntadas em pequenos montes, que então são congelados.

6. Quando alcançam uma quantidade suficiente, elas então são descongeladas e compactadas na forma de um hambúrguer antes de serem cozidas.

7. O primeiro hambúrguer testado também leva açafrão, caramelo e suco de beterraba para dar cor e sabor.

Receita: Universidade de Maastricht

Segurança alimentar

A BBC obteve acesso exclusivo ao laboratório em que o projeto para produzir a carne foi implementado ao custo de cerca de R$ 750 mil.

Na Universidade de Maastricht, na Holanda, a pouco mais de 200 km da capital Amsterdã, o cientista à frente do experimento destaca a preocupação ambiental do estudo.

“Vamos apresentar ao mundo o primeiro hambúrguer feito em laboratório a partir de células. Estamos fazendo isso porque a criação animais para abate não é boa para o meio ambiente, não vai suprir a demanda mundial (por comida) e também não é boa para os próprios animais”, ressalta Mark Post, professor da Universidade de Maastricht.

Para Tara Garnett, que é chefe da Food Policy Research Network (um centro de pesquisas da área de alimentos) da Universidade de Oxford, na Inglaterra, os tomadores de decisão precisam olhar além das soluções técnicas na área de segurança alimentar.

“Nós temos uma situação onde 1,4 bilhão de pessoas no mundo ficam obesas da noite para o dia e, ao mesmo tempo, um bilhão de pessoas no mundo todo vão para a cama com fome”, ressalta.

“Isso é simplesmente estranho e inaceitável. As soluções não se estabelecem na produção, mas na mudança dos sistemas de suprimento e acesso, com barateamento. E mais e melhores alimentos para pessoas que precisam deles”, critica.

A receita

As células-tronco são as “mestres” do corpo humano, que podem se desenvolver em tecidos em diversas formas, tais como nervos e pele.

A maioria dos centros de pesquisa atuando nessa área de estudos tenta reproduzir tecidos humanos que possam ser usados para transplantes, reparando danos em músculos, nervos e cartilagem.

Os cientistas da Holanda querem utilizar técnicas similares para produzir músculo e gordura dos alimentos.

Tradicional x de laboratório

Hambúrguer comum | Foto: BBC

Um estudo independente revelou que a carne produzida em laboratório usa 45% menos energia para ser feita do que a média utilizada para a produção a partir de animais criados em fazendas.

O método também significa 96% menos emissões de gás na atmosfera e necessita 99% menos terra.

Fonte:Environment, Science & Tecnology Journal

O professor Mark Post começou extraindo células do músculo de uma vaca. No laboratório, as células são colocadas numa cultura – solução – com nutrientes para promover o crescimento e multiplicação das células.

Três semanas depois, as mais de um milhão de células-tronco geradas são divididas e colocadas em recipientes menores onde elas se tornam pequenas tiras de músculo de aproximadamente um centímetro de comprimento e apenas alguns milímetros de espessura.

As pequenas tiras são então coletadas e juntadas em pequenos montes, que então são congelados. Quando alcançam uma quantidade suficiente, elas então são descongeladas e compactadas na forma de um hambúrguer antes de serem cozidos.

Tem gosto bom?

Os cientistas tentaram recriar a carne, que inicialmente tinha a cor branca, da maneira mais autêntica possível.

A professora Helen Breewood, que atua com Post nos estudos, vem tentando fazer com que o músculo criado em laboratório fique vermelho adicionando um composto existente na carne de verdade chamado mioglobina.

“Se não se parece com a carne normal, se não tem gosto de uma carne normal, não se tornará viável”, afirma Breewood.

No momento, porém, este é um trabalho em progresso. O hambúrguer a ser apresentado hoje foi colorido com suco de beterraba. Os pesquisadores também adicionaram farinha de pão (ou farinha de rosca), caramelo e açafrão, que ajudam no sabor.

Vamos apresentar ao mundo o primeiro hambúrguer feito em laboratório a partir de células. Estamos fazendo isso porque a criação animais para abate não é boa para o meio ambiente, não vai suprir a demanda mundial (por comida) e também não é boa para os próprios animais

Mark Post, chefe da pesquisa

Até o momento, os cientistas podem apenas produzir pequenos pedaços de carne por vez. Quantidades maiores iriam requerer um sistema circulatório para distribuir nutrientes e oxigênio.

Os primeiros resultados sugerem que o hambúrguer não terá gosto tão bom, mas Breewood espera que ele tenha um sabor “bom o bastante”.

Sofrimento animal

A pesquisadora Helen Breewood, apesar de atuar no projeto para produzir carne em laboratório, é vegetariana e acredita que a produção de carne gasta muitas fontes de energia. Ela afirma que se comesse carne, iria preferir a feita em laboratório.

“Muita gente considera carne feita em laboratório repulsiva num primeiro momento. Mas se eles soubessem o que acontece nos abatedouros para a produção de carne normal, também achariam repulsivo”, ressalta.

Numa nota, representantes do grupo Pessoas pela Ética do Tratamento aos Animais (People for the Ethical Treatment of Animals – Peta) ressaltaram os benefícios da carne de laboratório.

“(Carne de laboratório) irá favorecer o fim de caminhões cheios de vacas, frango, abatedouros e fazendas de produção. Irá reduzir a emissão de gases de carbono, economizar água e fazer a rede de suprimento de alimentos mais segura”, destacou a nota do Peta.

Mas a escritora especializada em alimentos Sybil Kappor diz que sentiria dificuldades em comer a carne de laboratório.

“Quanto mais longe você vai do normal, de uma dieta natural, mais corre riscos de saúde e outras questões”, ressalta.

O último levantamento das Organização para Alimentação e Agricultura das Nações Unidas sobre o futuro da produção de alimentos mostra crescimento da demanda por carne na China e Brasil – e o consumo só não cresce mais porque muitos indianos mantêm a dieta amplamente vegetariana por costume cultural.

Assim, há o risco de que a carne produzida em laboratório seja uma aparente solução, cheia de problemas.

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/08/130805_hamburguer_laboratorio_gm.shtml

Americano guarda hambúrguer da McDonald´s por 14 anos

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Administradores

David Whipple, morador da cidade de Utah, nos Estados Unidos afirmou que guardou um hambúrguer da McDonald’s por 14 anos em casa e ele continuou praticamente intacto.

O americano foi ao programa de televisão The Doctorspara falar sobre seu experimento. Ele conta que comprou o sanduíche para guardar durante duas semanas e mostrar aos seus amigos. E então ele simplesmente esqueceu.

Dois anos depois, ele encontrou o alimento junto à nota fiscal em um armário. Apesar do tempo, não existia nenhum sinal de podridão ou mofo. Foi então que ele decidiu guardar o sanduíche até que ele se desintegrasse.

Entretanto, mais de uma década depois, o lanche continua o mesmo. Apenas os picles desapareceram. No programa, Whiple contou que utiliza a experiência para incentivar seus netos a se alimentarem melhor.

Em seu site, a McDonald’s explicou que o fenômeno acontece devido ao processo de fabricação dos sanduíches que os tornam muito secos após serem cozidos e tostados. Segundo a cadeia de alimentos, o hambúrguer perde água na forma de vapor durante o processo de cozimento e o pão é tostado, ficando muito seco. Assim, na ausência de umidade ou alta umidade, o sanduíche simplesmente resseca, ao invés de apodrecer.

http://www.pavablog.com/

Chip implantado na barriga controla o apetite e comabate a obesidade

n/d

Cientistas britânicos apresentaram em Londres um microchip ‘inteligente’ desenvolvido para ser implantado no corpo humano com o objetivo de controlar o apetite e combater a obesidade.

Após testes satisfatórios nos laboratórios do Imperial College, os professores Chris Toumazou e Stephen Bloom anunciaram que os testes em animais estão prestes a começar. Testes em humanos são esperados em três anos.

O chip foi desenhado para ser implantado junto ao nervo vago (pneumogástrico), que regula o apetite e outras funções do organismos.

O circuito consiste em um ‘modulador inteligente’ de poucos milímetros, implantado na cavidade peritoneal do abdome (na barriga). Ele será preso ao nervo vago por meio de eletrodos.

O chip e os eletrodos foram desenvolvidos para ler e processar estímulos elétricos e químicos do nervo que regulam o apetite.

Com base nos dados coletados, o chip poderá enviar estímulos elétricos ao cérebro, reduzindo o apetite.

‘Será um controle do apetite, mais do que dizer: ‘pare de comer de uma vez’. Então, talvez em ver de comer rápido, você coma mais devagar’, explicou o professor Toumazou, em entrevista à BBC.

‘Uma vez que o cérebro fica em alerta, ele receberá sinais similares àqueles recebidos do organismo após uma refeição, e esses sinais dizem para não comer mais, que os intestinos estão cheio de comida’, explicou.

Segundo o professor Toumazou, o chip pode se tornar uma alternativa à cirurgia de redução do estômago, já que a nova técnica poderá controlar o apetite.

O fato de também identificar impulsos químicos deve tornar o chip mais efetivo, indicam os cientistas.

O projeto recebeu 7 milhões de euros do Conselho de Pesquisa Europeu.

Nervo vago

O nervo vago regula uma série de funções no organismo, como controlar a respiração, o ritmo cardíaco, a secreção de ácidos no sistema digestivo e a contração do intestino.

O nervo também indica ao cérebro como outros sistemas do organismo estão operando.

A equipe do Imperial College de Londres, no entanto, não é a única a pesquisar o tema.

A empresa de tecnologia médica EnteroMédics, dos Estados Unidos, criou um circuito que bloqueia o nervo para interromper estímulos de apetite.

Resultados dos primeiros testes do chip americano, que envolveram 239 pacientes, mostraram perda de até 20% do excesso de peso no corpo. A empresa, no entanto, disse que os resultados não foram tão bons quanto os esperados.

Outra empresa americana, a IntraPace, também desenvolveu técnica similar.

Fonte: G1

http://www.rainhamaria.com.br/Pagina/13423/A-Era-do-Implante-de-Chip-chegou-Chip-na-barriga-controla-apetite-e-combate-obesidade