Para onde vai a Educação…

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As principais ameaças à educação

Solzhienitsyn tinha uma grande experiência com o governo da URSS para saber o que falava. Mas não apenas os governos totalitários se intrometem na vida das pessoas. Nas últimas décadas esta intromissão tomou vulto assustador nos países assim denominados “democráticos”. Sua origem não é somente nacional, mas procedem principalmente de instituições internacionais como a ONU e a miríade de ONGs que a cercam.

No assunto que estamos abordando a interferência da UNESCO atingiu proporções intoleráveis. Já não se pode falar em educação nacional em nenhum país ocidental. “Especialistas” globais se arrogam o poder de interferir diretamente no currículo, impondo a formação de “cidadãos para um mundo globalizado”.

Desnecessário dizer que nada disto ocorreria sem o concurso de “especialistas” locais aboletados no Ministério da Educação e nas secretarias estaduais, muitas vezes membros das mesmas ONGs.

Os estudantes, nesse império do politicamente correto, são ensinados a rejeitar a noção de verdades absolutas e aceitar o relativismo em todas as áreas, principalmente moral, ética e religiosa. A tradição e os valores nacionais e ocidentais são vistos como intolerantes e devem ser rejeitados em favor de “valores” internacionais (globais). Impera o multiculturalismo, todas as “culturas” – conceito cujo valor de grande conhecimento se esvaiu numa teia de significados vazios – têm igual valor. “…a única cultura que não pode ser celebrada é a cultura que permitiu que todas essas outras culturas fossem celebradas” (Douglas Murray), exatamente aquela que deu origem à civilização ocidental judaico-cristã.

Um dos principais fatores para este verdadeiro desastre foi a paulatina retirada da educação do lar e entregue à escola.

Educação ou ensino?

Educated men are as much superior to uneducated men as the living are to the dead.
Aristóteles

Diferencio esses dois temas por considerar que o primeiro se refere à família e o segundo à escola. Existem analfabetos educados e sábios sem nenhuma educação. A modernidade cada vez mais foi alijando a família e concentrando ambos na escola. Sou, no entanto, de uma geração na qual os dois temas eram bem delimitados: cabia à família educar e à escola ensinar. A participação da escola na educação se restringia à conduta disciplinar. A transmissão das tradições morais, éticas e religiosas vinha do lar. Cabia aos pais decidir se a educação religiosa deveria ser complementada pela escola, encaminhando seus filhos para escolas religiosas de sua fé, ou não. A escola não se arrogava o direito de educar e formar, mas em sua tarefa, o ensino, era criteriosa e exigente. Os professores conheciam o assunto que ensinavam, sem intricadas teorias ou técnicas pedagógicas para atrapalhar.

A pressão para esta entrega deve-se a dois fatores: de um lado pais inseguros formados nas décadas pós-guerra que de tanto criticar seus pais – era a época da “libertação” sexual, das ações revolucionárias, dos festivais tipo Woodstock onde tudo era permitido – não souberam assumir suas responsabilidades como pais e preferiram entrega-las à escola. De outro, “educadores”, ávidos de controlar e doutrinar os estudantes ao invés de ensiná-los, pedagogos cheios de teorias que queriam testar no farto material humano que lhes era entregue como cobaias.
Não havia como a educação e o ensino não decaírem a níveis vergonhosos. Em todos os países ocidentais este fenômeno ocorreu, mas no Brasil assumiu proporção assustadora!

Era inevitável que aparecessem inúmeros problemas principalmente para os estudantes, desde um ensino deficitário e perverso onde a história é continuamente reescrita e deturpada ideologicamente, até gravíssimas intervenções médico-psicológicas que serão objeto da continuidade deste artigo.

O que a confraria médico-psicopedagógica está fazendo com nossas crianças?

…as crianças são de longe o grupo mais classificado e rotulado de nossa sociedade. Advirto contra ‘as prescrições institucionais de um sistema que procura enquadrar as crianças em categorias diagnósticas’.
Frank Putnam

Desde a década de 80 a psico-medicalização da infância vem assumindo proporções alarmantes. A escola, além de abdicar de sua missão primordial de ensinar, assumiu o papel de clínica psicológica. A idealização dos sentimentos e o consequente abandono da racionalidade – esta abominação inventada pela civilização ocidental – estimularam a formação de grupos onde os alunos, mesmo de tenra idade, são estimulados a discutirem seus sentimentos abertamente. Inventou-se a ideia do bullying e tentou-se destruir a agressividade natural e necessária para o desenvolvimento (o que é diferente de coibir a destrutividade), principalmente nos meninos para inibir o desenvolvimento da masculinidade dos futuros “machistas”, pois a participação do movimento feminista na degradação da educação e no nível dos professores é enorme. As histórias infantis, depuradas de qualquer maldade, se tornaram contos aborrecidos e sem graça.

“A proteção terapêutica – terapismo – é como colocar viseiras nas crianças antes de levá-las a passear no campo cheio de vida”. (Christina Hoff Sommers & Sally Satel, M.D). O terapismo é uma invenção da psicopedagogia para anular a invidualidade, “desconstruindo” os valores familiares e a produção espontânea do pensamento infantil.

Problema mais grave, no entanto, é a medicalização de aspectos do desenvolvimento normal das crianças. Referindo-se aos EUA, o Dr. Chester M. Pierce, psiquiatra, deixou claro em seu discurso para o Seminário Internacional de Educação da Infância em 1973, haver um propósito subversivo por trás da profissão psiquiátrica.

“Toda criança na América que ingressar na escola com a idade de cinco anos pode ser considerada insana, porque vem para a escola com certas fidelidades aos nossos pais fundadores, em relação aos nossos funcionários eleitos, em relação aos pais, em relação a uma crença em um ser sobrenatural, e em relação à soberania desta nação como uma entidade separada. Cabe a vocês como professores curar todas essas crianças doentes – criando a criança internacional do futuro”.

Pode parecer exagero, mas estas palavras, adaptadas, podem ser usadas para descrever o que ocorre no Brasil. G. Brock Chisholm, psiquiatra e co-fundador da Federação Mundial de Saúde Mental afirmou que para alcançar um governo mundial, é necessário remover das mentes dos homens seu individualismo, a lealdade às tradições familiares, patriotismo nacional e dogmas religiosos…”.

Além da extensa doutrinação para transformar as crianças em meros cães de Pavlov, inventaram-se falsos diagnósticos psiquiátricos para condições normais em crianças irrequietas e curiosas, sendo a principal o “Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade”. Pais amedrontados pela atividade natural de seus filhos e professores que querem salas de aula com robozinhos bem comportados uniram-se a psiquiatras ávidos de pacientes e laboratórios visando enormes lucros para aceitar sem nenhuma crítica esta falsa síndrome já reconhecida pelo seu próprio criador, Leon Eisenberg, como “um excelente exemplo de uma doença fictícia”.

A existência de diagnósticos também influencia a visão que os pais e professores têm das crianças sob seus cuidados. Muitos professores e pais ouviram falar de “hiperatividade” e mais especificamente de déficit de atenção/hiperatividade. Muitos profissionais não especializados em saúde mental acreditam que podem fazer este diagnóstico.

Diane McGuinness declarou em 1989:
“Nos últimos 25 anos fomos levados a um fenômeno raro na história. Pesquisas metodológicas rigorosas indicam que o síndrome de Distúrbio do Déficit de Atenção e Hiperatividade simplesmente não existe. Inventamos uma doença, a sancionamos e agora devemos desmenti-la. O maior problema é saber como vamos matar o monstro que nós criamos. Não é fácil fazer isto sem nos desmoralizarmos”.

Para não me alongar demais devo fazer um último aviso: a prescrição de medicamentos para as crianças é amplamente justificada com base nestes diagnósticos. A mais conhecida é a ritalina, droga com efeitos colaterais extensos e que causa muitas vezes os sintomas que pretende curar. Seu uso por tempo prolongado pode causar danos cerebrais irreparáveis, além de criar dependência física e assegurar futuros clientes psiquiátricos e fregueses dos laboratórios produtores de drogas psicotrópicas. Mas estes fatos são geralmente escamoteados aos pais.

Segundo Breggin & Breggin a “cura” para essas crianças é uma atenção mais amorosa e racional por parte do pai. Os jovens estão hoje em dia sedentos de atenção por parte de seus pais, atenção que pode vir de qualquer adulto do sexo masculino.

A má influência do feminismo ativista e gay tenta feminizar os homens e retirar deles sua função específica: de chefe da família.

http://midiasemmascara.org/colunistas/as-principais-ameacas-a-educacao-parte-1/

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Nigerianas desenvolvem um gerador de eletricidade movido a urina

Any Karolyne Galdino

Um gerador desenvolvido por quatro meninas nigerianas promete gerar 6 horas de eletricidade com um litro de urina. As jovens de apenas 14 e 15 anos de idade decidiram criar este gerador porque muitas pessoas morrem envenenados devido a emissão de monóxido de carbono emitido por geradores usados lá.

 A jovem Adebola Duro-Aina, líder do grupo, disse que ficou chocada ao ler no jornal sobre uma família de cinco pessoas que havia morrido envenenada por causa do gerador.

Na Nigéria, é muito comum haver queda de energia, o que faz com que a maioria das famílias do país tenham geradores de eletricidade movidos a gasolina.

Adebola decidida a fazer algo para solucionar isso, se uniu com outras três amigas e procuraram o professor de Ciências do colégio, o Mr. Olaide Lawal, e encontraram uma solução: usar hidrogênio no lugar de gasolina, assim como nos foguetes da Nasa.

Mas onde conseguir hidrogênio? Na água! E onde conseguir água em um país onde há escassez dessa substância? No xixi! Então surgiu o gerador Pee is For Power, capaz de transformar urina em eletricidade.

O aparelho possui um baixo custo, é basicamente formado por um filtro com células eletrolíticas capazes de separar o nitrogênio, a água e o hidrogênio da urina.

http://engenhariae.com.br/meio-ambiente/nigerianas-desenvolvem-um-gerador-de-eletricidade-movido-a-urina/

Discriminação dentro de ônibus desperta debate sobre intolerância religiosa

Alexandre L'Omi L'Odò. Foto: Rafael Martins/DP

Adaíra Sene

Ele é amaldiçoado, macumbeiro, catimbozeiro, dessas religiões, víbora do inferno, illuminati do satanás. Não faltaram termos pejorativos para um grupo de evangélicos queimar Alexandre L’Omi L’Odò, sacerdote da jurema, na inquisição da pós-modernidade. E nos novos tempos, o julgamento vem em cliques. As imagens das ofensas caíram nas redes sociais e causaram inquietação. Se nos séculos passados as chamas ardiam sob alegação de combate à heresia, no último dia 09, as palavras incendiaram com o intuito único de exterminar o diferente. Em um país miscigenado, foi no terminal de ônibus de Xambá – assim denominado em respeito à Nação Xambá ainda viva em Olinda – que um seguidor da religião de matriz africana e indígena se viu coagido por suas crenças. A intolerância vivida por Alexandre – produtor cultural, fundador do Quilombola Cultural Malunguinho e estudante de mestrado em Ciências da Religião – agora é investigada pelo Ministério Público de Pernambuco.

“A maioria do nosso povo abaixa a cabeça e guarda para si quando nos agridem. Eles usam adjetivos para desqualificar nossa tradição, sacerdócio e nossos símbolos religiosos. Eu não saí de casa para brigar com ninguém, mas reagi. Tive que enfrentar isso como os velhos guerreiros malunguinhos enfrentavam”, desabafou.

No dia 09, por volta das 20h, ele entrou num ônibus que fazia a linha TI Xambá/Encruzilhada, no Terminal de Xambá, acompanhado do afilhado de jurema Henrique Falcão. Os dois seguiam para a casa de axé Ilé Iyemojá Ògúnté, em Água Fria. Mas, segundo o juremeiro, ao entrar no ônibus, um vendedor de açaí começou uma pregação e instigou os evangélicos que estavam no coletivo contra ele. Teria dito, inclusive, que sabia da existência de um grande terreiro de “macumba” por trás da estação, o Terreiro Xambá, comandado por “um negão pai de chiqueiro”, citando o babalorixá Ivo de Xambá. 

“Ele falou do meu povo e de um sacerdote. Fui diretamente atingido e reagi. Ainda me chamou para brigar dizendo que o demônio não conseguiria atingir um filho de Deus. Sou pacifista, mas não abaixo minha cabeça. Rebati com argumentos convincentes sobre o desrespeito dele até mesmo aos princípios da religião que segue, que diz que não devemos julgar. Algumas pessoas concordaram, mas outras se manifestaram até com o Espírito Santo contra mim”, detalhou. A confusão foi tamanha que até mesmo o vigilante do Terminal Integrado foi até o ônibus. “Seguranças e fiscais da estação mandaram que nos retirássemos. Óbvio que também os rebati dizendo que paguei a passagem e que eu era a pessoa que estava sendo violentada”. Segundo Alexandre, a discussão só terminou quando ele chegou ao seu destino.

Indignado, o juremeiro publicou um vídeo que fez das ofensas no Facebook no último 12. A postagem alcançou grande repercussão e – até a noite desta sexta-feira – tinha mais de 500 compartilhamentos. Alexandre L’Omi L’Odò, então, levou a denúncia para o Ministério Público. O caso foi registrado nessa quinta-feira. O MPPE, por meio da Promotoria de Justiça de Transporte, colheu o depoimento dele e vai instaurar um procedimento investigativo. No prazo de 30 dias, o caso será analisado para que sejam tomadas as medidas cabíveis. O promotor de Justiça Humberto Graça foi designado para a ocorrência.

Regulamentação do Grande Recife
De acordo com o anexo 15 do Regulamento do Sistema de Transporte Público de Passageiros da Região Metropolitana do Recife (STPP/RMR), não é permitida a atividade de vendedores ambulantes dentro dos veículos, assim como é proibido qualquer usuário de falar em voz alta (seja para vender, anunciar, pedir, pregar religiões, etc) de modo que perturbe o sossego dos demais usuários.

http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/vida-urbana/2016/06/17/interna_vidaurbana,651021/discriminacao-dentro-de-onibus-desperta-debate-sobre-intolerancia-reli.shtml

Somos Brasileiros ou Brasilianos?

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Stephen Kanitz

Por 500 anos mentiram para nós.

Esconderam um dado muito importante sobre o Brasil.

Disseram-nos que éramos brasileiros.

Que éramos cidadãos brasileiros, que deveríamos ajudar os outros, pagando impostos sem reclamar nem esperar muito em troca.

Esconderam todo esse tempo o fato de que o termo brasileiro não é sinônimo de cidadania, e sim o nome de uma profissão.

Brasileiro rima com padeiro, pedreiro, ferreiro.

Brasileiro era a profissão daqueles portugueses que viajavam para o Brasil, ficavam alguns meses e voltavam com ouro, prata e pau-brasil, tiravam tudo o que podiam, sem nada deixar em troca. 

Brasileiros não vêem o Brasil como uma nação, mas uma terra a ser explorada, o mais rápido possível. Investir no país é considerado uma burrice.

Constituir uma família e mantê-la saudável, um atraso de vida.

São esses brasileiros que viraram os bandidos e salafrários de hoje, que sonham com uma boquinha pública ou privada, que só querem tirar vantagem em tudo.

Só que você, caro leitor, é um brasiliano

Brasiliano rima com italiano, indiano, australiano

Brasiliano não é profissão, mas uma declaração de cidadania. 

Rima com americano, puritano, aqueles abnegados que cruzaram o Atlântico para criar um mundo melhor, uma família, uma nova nação.

Que vieram plantar e tentar colher os frutos de seu trabalho, sempre dando algo em troca pelo que receberam dos outros.

Gente que veio para ficar, criar uma comunidade, um lar.

Que investiu em escolas e educação para os filhos e produziu para consumo interno.

Foram os brasilianos que fizeram esta nação, em que se incluem índios, negros e milhões de imigrantes italianos, espanhóis, japoneses, portugueses, poloneses e alemães que criaram raízes neste país. 

Brasilianos
 investem na Bolsa de Valores de São Paulo. 

Brasileiros investem em offshores nas Ilhas Cayman ou vivem seis meses por ano na Inglaterra para não pagar impostos no Brasil. 

Brasileiros adoram o livro O Ócio Criativo, de Domenico de Masi, enquanto os brasilianos não encontram livro algum com o título O Trabalho Produtivo, algo preocupante.

Como dizia o ministro Delfim Netto, o sonho de todo brasileiro é mamar nas tetas de alguém.

Quem está destruindo lentamente este país são os brasileiros, algo que você, leitor, havia muito tempo já desconfiava.

Infelizmente, o IBGE não pesquisa a atual proporção entre brasileiros e brasilianos neste país.

São as duas classes verdadeiramente importantes para entender o Brasil.

Mais importante seria saber qual delas está aumentando e qual está diminuindo rapidamente, uma informação anual e estratégica para prevermos o futuro crescimento do país. 

Não vou fazer estimativa, deixarei o leitor fazê-la com base nas próprias observações, para sabermos se haverá crescimento ou somente a continuação do “conflito distributivo” deste país.

O eterno conflito entre aqueles que se preocupam com a geração de empregos e aqueles que só pensam na distribuição da renda.

Os brasilianos desta terra não têm uma Constituição, que ainda é negada a uma parte importante da população.

Uma Constituição feita pelos verdadeiros cidadãos, que estimule o trabalho, o investimento, a família, a responsabilidade social, a geração de renda, e não somente sua distribuição.

Uma Constituição de obrigações, como a de construir um futuro, e não somente de direitos, de quem quer apenas garantir o seu.

Precisamos escrever e reescrever nossos livros de história.

Em vez de retratarmos o que os brasileiros(não) fizeram, precisamos retratar os belos exemplos e contribuições do povo brasiliano para esta terra.

Um livro sobre a História Brasiliana, da qual teríamos muito que nos orgulhar. Vamos começar 2008 tentando ser mais brasilianos e menos brasileiros

São 500 anos de cultura brasileira que precisamos mudar, a começar pela nossa própria identidade, pelo nosso próprio nome, pela nossa própria definição. 

https://kanitz.com.br/somos-brasileiros-ou-brasilianos/

A relação entre a Grosseria e o Whatsapp

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Miriam Diez Bosch

O professor e jornalista Fernando Martínez Vallvey é professor de Comunicação na Pontifícia Universidade de Salamanca, Espanha (www.upsa.es), e especialista em jornalismo digital. Ele nos fala sobre a relação entre grosseria e este novo elemento em nossas vidas chamado WhatsApp.

Vício do instantâneo?

A comunicação é uma parte muito importante da vida das pessoas: é uma necessidade vital. Precisamos nos comunicar com outras pessoas para fins práticos, como trabalhar, fazer lição de casa ou brincar com outras pessoas; também é essencial para lidar com assuntos imateriais, espirituais ou transcendentes como o amor, a arte etc. A comunicação nos permite dar aos outros sem perder; a comunicação com os outros nos ajuda a resolver problemas, torna a nossa vida mais fácil e nos proporciona companheirismo. A comunicação é um dom, e uma maneira de nos completar como indivíduos, complementando nossas personalidades, em nossas vidas do dia a dia.

Com base nesse fato, podemos ver que qualquer forma de comunicação que atenda constantemente a essas necessidades será bem recebida pela maioria das pessoas. É fantástico saber a localização de uma pessoa que vamos buscar; lembrar alguém de uma tarefa que eles têm que fazer; ou enviar uma mensagem romântica – e tudo isso facilmente, rapidamente e de graça.

Isso atinge o status de uma obsessão quando você se sente vazio e como se estivesse perdendo algo se já faz algum tempo desde que você recebeu uma notificação em seu telefone. É quando a comunicação, que é uma coisa boa, torna-se perigosa. Nos sentimos vazios. Poderíamos comparar isso com comer compulsivamente. Comer é bom: precisamos comer para ter energia para fazer o trabalho físico e viver; mas se comemos mais do que precisamos… É quando os problemas começam. Cada pessoa deve buscar o equilíbrio entre seu bem-estar interior (sua capacidade de se sentir em paz consigo mesmo) e sua relação com os outros. Por que essa forma de comunicação é viciante? Porque não custa nada e dá muito.

Constantemente usando o WhatsApp e as redes sociais à mesa, no transporte público, no cinema… Está tornando as pessoas grosseiras?

É verdade que há ocasiões em que estamos dando tanta atenção aos nossos telefones celulares que nem sequer estamos conscientes que estamos sendo grosseiros; por exemplo, podemos não pedir perdão quando incomodamos alguém que está sentado ao nosso lado no transporte público, ou talvez não saibamos cumprimentar alguém que conhecemos quando passamos na rua. É mais grave quando a forma como nos comunicamos usando o nosso telefone é um incômodo para outras pessoas. Claro, o que essa obsessão faz é nos tornar menos atentos ao que acontece à nossa volta. Perdemos o contato com o que está acontecendo na frente de nós, porque estamos focados no que está acontecendo longe. Isto tem algumas de suas piores consequências quando, por exemplo, uma refeição compartilhada é constantemente interrompida e a conversa entre as pessoas ao redor da mesa é impedida porque alguém está constantemente conversando com outras pessoas que estão fisicamente ausentes. Outra forma de grosseria se manifesta nas salas de aula, quando os alunos nunca param de olhar para suas telas, e não prestam atenção ao que seu professor ou colega de turma está dizendo.

WhatsApp e escrita: estamos indo de mal a pior?

Comunicação por WhatsApp é muito semelhante à comunicação oral; Consequentemente, as pessoas tendem a não colocar muito esforço na forma como elas escrevem. Problemas básicos surgem devido a uma falta de pontuação correta. Por exemplo, muitas pessoas não usam uma vírgula para separar os nomes das pessoas que estão falando com o resto da frase; em outros casos, eles não usam vírgulas ou períodos e o destinatário da mensagem tem que ler o texto várias vezes para entendê-lo corretamente – e se eles não fizerem esse esforço, pode haver um problema real e prático na sua comunicação. No que diz respeito a ortografia, há menos problemas do que o que costumava acontecer com SMS, porque agora não há limite para o número de caracteres que podemos usar, e agora temos autocorreção. No entanto, alguém que não sabe soletrar ainda comete erros no WhatsApp, no papel, ou na página de alguém no Facebook.

Algum tipo de guia ou manual de maneiras ao usar o WhatsApp será criado, explicando a maneira correta de usá-lo na escola, no trabalho, em diferentes momentos do dia…?

Eu não sei se isso vai acontecer, embora eu seja a favor de todos nós colocarmos alguns limites em certas coisas, como fazemos em outras áreas da vida (como comer compulsivamente, como já mencionado). Muitos problemas surgem na comunicação. Famílias que almoçam na frente da televisão, por exemplo; isso também é um problema. Se a sua família quer se comunicar uns com os outros, falar sobre o que aconteceu durante o dia, ou naquela manhã… simplesmente não ligue a televisão. No que diz respeito às diretrizes, talvez devêssemos pensar em termos gerais sobre como podemos ser mais educados com os outros: prestar atenção quando estamos juntos, arrumar tempo para ajudá-los, não se fechar dos outros em nosso próprio pequeno mundo… Normas de boas maneiras nos dão muitos princípios que devemos aplicar todos os dias, em vários momentos e em muitas áreas da vida. A violência doméstica, por exemplo. Uma pessoa bem-educada sabe que devemos respeitar os outros: especialmente, aqueles que amamos. Consequentemente, não podemos atingi-los fisicamente, nem prejudicá-los psicologicamente. Se todos praticarmos melhores maneiras em todas as áreas da vida, faremos o mesmo com relação ao uso de nossos celulares.

Portanto, até que ponto a maneira como eu uso meu telefone constitui grosseria para com os outros, incomodando-os em um momento ou outro? Essa é a pergunta que devemos fazer a todos nós mesmos para começar a estabelecer um padrão para as maneiras, como devemos fazer em todas as áreas da vida.

http://blog.comshalom.org/carmadelio/52682-como-o-whatsapp-esta-nos-tornando-grosseiros