Dois anos do Virtus Impavida. Obrigado!

Caros leitores e amigos é com alegria e satisfação que partilho com vocês, hoje, a felicidade de estar completando 2 (dois) anos de trabalho do Virtus Imapavida.

Obrigado a todos os leitores, a todos que deixaram seus comentários, sugestões e críticas.

Espero poder continuar o Trabalho trazendo sempre informações de qualidade sobre Temas diversos.

Obrigado e o Trabalho continua!

Abraço,

Eduardo Marques

 

Dear readers and friends is with joy and satisfaction that I share with you today, happiness to be completed 2 (two) years of work of Virtus Imapavida.

Thanks to all readers, to everyone who left their comments, suggestions and criticisms.

I hope I can continue the job bringing quality information about various Topics.

Thank you and the work continues!

Hug,

Eduardo Marques

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Os herdeiros de Caramuru

Percival Puggina

“Agora tem o Brasil das mulheres e o Brasil dos homens até nos discursos das autoridades, o Brasil dos negros, o Brasil dos brancos e o Brasil dos pardos, o Brasil dos héteros e o Brasil dos gays, o Brasil dos evangélicos e o Brasil dos católicos, Brasil com bolsa família e Brasil sem bolsa família e nem sei mais quantas categorias, tudo dividido direitinho e entremeado de animosidades, todo mundo agora dispõe de várias categorias para odiar! A depender do caso, o sujeito está mais para uma delas do que para essa conversa de Brasil, esquece esse negócio de Brasil, não tem mais nada disso!” João Ubaldo Ribeiro

O fato é que Cabral não tocou direto para as Índias. Tivesse seguido o riscado, o Brasil de hoje seria o paraíso tropical com que sonham alguns ambientalistas, antropólogos e militantes de qualquer tese que possa gerar encrenca. Os índios do mato continuariam disputando território a flechadas com os do litoral, que índio também gosta de praia, e os portugueses, sem quaisquer remorsos, comeriam seu bacalhau no Campo dos Cebolas. Mas os navegadores lusitanos (assim como os espanhóis) eram abelhudos e iniciaram seu turismo pelos sete mares. Os primeiros descobriram o Brasil e os segundos descobriram tudo ao redor do Brasil.

Bem feito, quem mandou? Agora temos que conviver com leituras da história que nos levaram à situação descrita por João Ubaldo Ribeiro. Segundo elas, até o século 15, o zoneamento era perfeito – brancos na Europa, negros na África, índios na América e amarelos na Ásia. Cada macaco no seu galho. No entanto, graças à bisbilhotice ibérica, estamos nós, herdeiros de Caramuru, com contas imensas a pagar porque os justiceiros da história adoram acertos e indenizações promovidos com os bens alheios. Entre elas, a conta dos índios. Como é fácil fazer justiça expropriando os outros!

O princípio segundo o qual o Brasil era dos índios e deles foi tomado pelos portugueses ganhou sensível impulso com os preceitos do artigo 231 da Constituição de 1988. Mas se o princípio estivesse correto e se quaisquer direitos originais de posse pudessem ser invocados, não sei se alguém, no mundo de hoje, ficaria onde está. Não me refiro sequer aos primeiros fluxos migratórios através dos milênios. Refiro-me às mais recentes e incontáveis invasões e guerras de conquista que marcam a história dos povos. E note-se que as guerras de conquista não geravam indenizações aos vencidos, mas espólios aos vencedores.

Faço estas observações diante do que está em curso em nosso país com os processos de demarcação de terras indígenas. É o próprio Estado brasileiro, através de suas agências, reclamando por extensões mais do que latifundiárias e jogando nas estradas e na miséria legiões de produtores e suas famílias. É o braço do Estado gerando novas hostilidades no ambiente rural do país (como se já não bastassem as estripulias do MST). Índios e não índios merecem ser tratados com igual dignidade. Mas não se pode fazer justiça criando injustiça, nem se pode cuidar do país entregando o país. Não existem outras “nações” dentro da nação brasileira. E é exatamente isso que está em curso, sob pressão de uma difusa mas ativa conspiração internacional, conjugada com o CIMI e a FUNAI, que quer o Brasil e os brasileiros longe da Amazônia, por exemplo.

Índio não é bicho para ser preservado na idade da pedra lascada, como cobaia de antropólogos, num profundo desrespeito ao natural processo evolutivo. Ou armazenado, como garrafa de vinho, numerado e rotulado, com designação de origem controlada.

http://www.puggina.org/

O programa “The Voice” é um estelionato em forma de show de calouros

Didi, Dedé, Mussum e Zacarias

Publicado no Diário do Centro do Mundo

O reality show “The Voice” é um dos maiores estelionatos da TV desde o “Baú da Felicidade”. É um concurso de calouros que promete revelar novos valores da música. A Voz. Uma invenção holandesa, hoje espalhada por mais de 20 países, da China aos Emirados Árabes Unidos.

O prêmio é um cheque de 500 mil reais e um “contrato com uma grande gravadora” (grande gravadora!). No mundo todo, nunca se ouviu falar de um cantor ou cantora que tenha surgido ali e que tenha tido uma carreira consistente. A notícia mais recente sobre a vencedora da edição brasileira passada, Ellen Oléria, era de uma apresentação no Festival de Cultura de Oeiras, no sul do Piauí. Nada contra o Piauí.

É assim em outras paragens. Na Inglaterra, a ganhadora de 2012, Leanne Mitchell, vendeu menos de mil cópias de seu CD. A deste ano, Andrea Begley, ficou em trigésimo lugar nas paradas por uma semana e logo desapareceu novamente.

A coisa toda é, na verdade, um novelão disfarçado. Gente humilde que veio de longe e que encontra uma chance de entrar pela porta da esperança. Geralmente, são acompanhados dos pais. Enquanto o rapaz ou a moça cantam, pai e mãe torcem e se descontrolam emocionalmente nos bastidores.

Como se trata de um tiro só, em que o artista precisa causar impacto, a única estratégia possível é soltar a voz na estrada. O resultado é que todos soam da mesma maneira — e todos soam como uma mistura de Christina Aguilera com Cauby Peixoto. Se João Gilberto ou Nara Leão aparecessem, seriam enxotados.

Quem se dá bem são os jurados (que funcionam como técnicos dos cantores que adotam). A saber: Claudia Leitte, Daniel, Carlinhos Brown e Lulu Santos. Eles cantam e tocam durante a atração. Nenhum deles parece ter ouvido um disco inteiro na vida. Não citam ninguém, não contextualizam nada. Todos se amam e trocam elogios.

Lulu, em particular, está vivendo uma prorrogação na carreira. É o mais talentoso deles. Quando toca sua guitarra, há bons momentos. Seu slide ainda é incrível. Mas isso vai para o espaço quando ele começa a falar em seu tom afetadíssimo (chega a chorar em suas atuações). Lulu parece viver embasbacado com os próprios ternos brilhantes.

“The Voice” é um pátio dos milagres em que as pessoas se humilham (o júri as ouve de costas) em troca de, basicamente, uma esmola. Tem a ver com tudo — corrida de obstáculos, trote de faculdade, novela, Big Brother –, menos com música.

http://www.pavablog.com/

A Ideologia do gênero busca DESTRUIR a família “superando” as diferenças naturais existentes entre o homem e a mulher

Leo Daniele

 

                                                                                Feminista Shulamith Firestone assim se exprime:

“Assim como a meta final da revolução socialista era não só acabar com o privilégio próprio da classe econômica, mas também com a própria distinção entre as classes econômicas, a meta definitiva da revolução feminista deve ser igualmente — diversamente do primeiro movimento feminista — não simplesmente acabar com o privilégio masculino, mas com a própria distinção de sexos: as diferenças genitais entre os seres humanos já não importariam culturalmente”.[1]

É claro que para essa nova onda revolucionária a realidade da natureza incomoda, estorva, e, portanto, deve desaparecer. Mas como se arranjam os caudatários dessa corrente, para obliterar diferença tão óbvia? Veja esta tentativa: O ser humano nasce sexualmente neutro e, a seguir, a influência social faz dele homem ou mulher!

Os seguidores desta corrente percebem que a natureza pediria outra coisa. Mas isto não os inibe: é preciso ir contra a natureza! “O ‘natural’ não é necessariamente um valor ‘humano’. A humanidade já começou a ultrapassar a natureza; já não podemos justificar a continuação de um sistema discriminatório de classes por sexos tomando como base suas origens na Natureza”.[2]

Portanto — comenta Dale O’Leary — os que tratam as mulheres com respeito estão tão errados quanto os que as desrespeitam.As duas atitudes marcam a existência de uma diferença. Essa diferença, embora seja natural, deve ser anulada ou ignorada. Ora, respeito é, justamente, o reconhecimento da existência de algo desigual ou diverso. Dentro de um “pirão” não há, nem pode haver, respeito.

É uma tática pós-moderna fragmentar/para fundir. A fim de fundir os dois sexos em um só pirão, essa nova corrente os fragmenta em cinco:

Rebecca J. Cook, docente de Direito na Universidade de Toronto e redatora da contribuição oficial da ONU na IV Conferência das Nações Unidas, realizada em Pequim em 1995, afirma que “os sexos já não são dois, mas cinco”, e, portanto, não se deveria falar de homem e mulher, mas de “mulheres heterossexuais, mulheres homossexuais, homens heterossexuais, homens homossexuais e bissexuais”. Assim, as diferenças quase desaparecem.

Essa catadupa ainda não é aceita pela sociedade, mas indica o caminho do futuro sinistro. Ela leva necessariamente a ‘novidades’, e o leitor talvez já adivinhe em que direção estas vão: a tentativa de desvincular o sexo da procriação. Só assim se estabeleceria uma verdadeira igualdade entre homem e mulher:

“A igualdade feminista radical significa não simplesmente igualdade diante da lei, nem mesmo satisfação de necessidades básicas, mas antes que as mulheres — tal como os homens — não tenham que dar à luz”.[3]

Quando se conseguir isto, ocorrerá “a destruição da família biológica” e surgirão “mulheres e homens novos, diferentes dos que existiram anteriormente”.[4]

Para a instituição internacional anti-vida “Catholics (sic) for a Free Choice”,[5] a destruição da família será fato extremamente alvissareiro.

As “feministas de gênero” consideram que, quando a mulher cuida de seus filhos no lar e o esposo trabalha fora de casa, as responsabilidades são diferentes, e, portanto, não igualitárias. Veem esta ‘desigualdade’ no lar como causa de ‘desigualdade’ na vida pública, já que a mulher, cujo interesse primário é o lar, nem sempre tem tempo e energia para dedicar-se à vida pública.

Vê-se que, para os propulsores do “gênero”, as responsabilidades da mulher na família são supostamente inimigas da realização da mulher. Como fazer para resolver de vez este problema? Com novas técnicas reprodutivas:

“Em sociedades mais imaginativas, a reprodução biológica poderia assegurar-se com outras técnicas”.[6] Cada qual pode imaginar algum novo tipo de fertilização “in vitro” ou de clonagem, feita por uma repartição competente.

Os futurólogos têm-se debruçado com especial empenho sobre esse assunto. Assim, Antônio Polito escreve, sobre o Século XXI:

“Deve-se esperar, sobretudo, a separação definitiva entre sexo e procriação, isto é, a mais extraordinária mudança na história da evolução humana. Carl Djerassi, um dos pais da ‘pílula’, prevê que a indústria farmacêutica concluirá o estudo do controle da natalidade e preocupar-se-á de encontrar meios de aumentá-la, sobretudo nos países desenvolvidos”.[7]

Além de tudo isto, que não é pouco, fala-se cada vez mais em… sexo com animais.

Tudo neste tópico remete para uma pergunta: pode o relógio funcionar contra as regras que lhe pôs o relojoeiro? Ou a criatura proceder contra as normas estabelecidas por seu Criador?[8]

Nosso Senhor recomendava que se prestasse atenção aos “sinais dos tempos”. O certo é que dificilmente poder-se-ia imaginar algo de mais radicalmente igualitário do que essa tendência de igualar os sexos, em sentido tão literal e tão ao arrepio da própria natureza.
_____________ 
Notas:
[1] Shulamith Firestone, The Dialectic of Sex, Bantam Books, New York, 1970, p. 12, grifos nossos.
[2] Shulamith Firestone, ibid. grifos nossos .
[3] Alison Jagger, Political Philosophies of Women’s Liberation, Feminism and Philosophy, Littlefield, Adams & Co., Totowa, New Jersey, 1977, p. 14.
[4] ibid.
[5] Católicas pelo direito de escolher.
[6] Heidi Harmann, The Unhappy Marriage of Marxism and Feminism, Women and Revolution, South End Press, Boston, 1981, p. 16.
[7] “La Repubblica”, sexta-feira, 5 de novembro de 1999.
[8] Muitos dados deste tópico foram extraídos de um documentadíssimo relatório da Conferência Episcopal Peruana, intitulado “La ideología de género, sus peligros y alcances”.

http://blog.comshalom.org/carmadelio/36690-sinal-tempos-balburdia-sexos

 

Plebiscito em Copacabana

Olavo de Carvalho

Se Dona Dilma Rousseff queria um plebiscito, já o teve: o recente encontro entusiástico e triunfal do Papa Francisco com três milhões de fiéis na Praia de Copacabana, a maior manifestação de massas de toda a nossa história, mostrou que o povo brasileiro ama tudo o que a presidenta odeia e odeia tudo o que ela ama: feminismo, gayzismo, abortismo, comunismo, tudo o que é anticristão só sobrevive neste país graças à proteção do governo e de bilionários imbecis. Não tem raízes na nossa sociedade, não tem eco na alma popular, não tem nada a ver com a nossa vida. Quem tem é a Igreja, quem tem é o Papa.
 
A Presidência da República e a dita “grande mídia” sabem perfeitamente disso, mas querem dar a impressão de que a “Marcha das Vadias” é tão representativa da opinião nacional, tão legítima e tão digna de carinhosa atenção, quanto a grandiosa e multitudinária proclamação popular de adesão incondicional aos valores da fé cristã.
 
É assim que uma minoria ínfima, estrambótica e grotesca adquire, artificialmente, foros de respeitabilidade, no instante mesmo em que se avilta a si própria com micagens dignas de doentes mentais e violações ostensivas do Código Penal (art. 280, “vilipendiar publicamente ato ou objeto de culto religioso”) e da lei federal 7716/89, art. 20 (“praticar, induzir ou incitar a discriminação ou o preconceito de religião”).
 
Essa legitimação forçada vai espalhando entre as vítimas o sentimento de inibição que as impede de reagir contra a ofensa e as vai habituando, pouco a pouco, mas cada vez mais velozmente, a curvar-se caladas ante os mais cínicos e despudorados, até reconhecê-los, por fim, como únicas encarnações concebíveis do bem e da autoridade moral. É esse processo de autocastração voluntária induzida que a socióloga alemã Elizabeth Noëlle-Neumann descreveu como “Espiral do Silêncio”.
 
Quando Dona Dilma, com a mesma prótese de sorriso inócuo encaixilhada na boca, posa para fotografias ao lado do Papa e das “Vadias”, ela nos ensina que na democracia a fé e o crime são igualmente valiosos e dignos de respeito. E ela faz isso com plena consciência de que algum gemido de protesto, por mais discreto e inaudível que seja, será imediatamente estigmatizado como “terrorismo de direita”, anunciando para breve – muito breve, nas esperanças do sr. Mauro Santayana – o encarceramento do impudente e imprudente reclamão.
 
Mas o aparente indiferentismo democrático, por mais asqueroso que seja em si mesmo, é uma pura camuflagem provisória. Por baixo dele, Dona Dilma e seu governo já mostraram de que lado estão. Para sabê-lo basta perguntar: quanto se esforçaram pela cristianização do povo e quanto pela vitória de tudo o que as “Vadias” representam?
 
A lógica aí subentendida é a mesma que enaltece a prática do aborto em massa, mas pune como obscena incitação ao ódio a divulgação de vídeos que simplesmente descrevem o que é um aborto. Assim, gradativamente, tudo o que é abjeto e monstruoso vai-se transformando primeiro em coisa permitida, em seguida protegida, por fim obrigatória.
 
Essas tendências começam a germinar nos bas fonds da classe universitária e do ativismo organizado, quase inconscientemente de início, mas a velocidade da sua transformação postiça em “clamor público” é cada vez maior. O próprio elemento caricatural e grotesco que carregam em si inerentemente protege-as contra qualquer reação inicial, de modo que elas vão crescendo até o ponto em que toda reação se torna inviável. 
 
Tudo o que os conservadores e a população em geral consideram demasiado absurdo, demasiado louco para ser verdade, acaba acontecendo precisamente porque julgavam que era impossível.
 
A transmutação do criminoso em vítima e do denunciante em criminoso torna-se por fim regra geral, até que o país inteiro se transforme numa societas sceleris onde só criminosos psicopatas são admitidos nas altas esferas da fama e do poder.
 
As grandes mudanças da mentalidade das massas são, por definição, invisíveis e insensíveis para as próprias massas. Tanto mais invisíveis e insensíveis quanto mais velozes. Apenas o  recuo no tempo permite ao historiador, depois do fato consumado, retraçar a transmutação violenta e radical que levou milhões de pessoas a aceitar passivamente aquilo que de início lhes parecia não só horroroso como impensável. 
 
Alguém, no Facebook, lembrou o contraste entre dois Brasis: aquele que anos atrás protestou em massa quando um único fanático anticatólico chutou diante das câmeras de TV uma imagem de Nossa Senhora Aparecida, e aquele que agora contempla inerme e passivo o espetáculo das “Vadias” num canto da praia de Copacabana lotada de fiéis.
 
O povo brasileiro que expressa entre gritos e lágrimas o seu amor ao Papa e a Nosso Senhor Jesus Cristo já é também o mesmo que emudece, com um sentimento que se aproxima do temor reverencial, diante do ataque mais brutal já desferido contra a religião católica neste país. 
 
Talvez Dona Dilma, não sem alguma perspicácia, considere que este segundo aspecto é, entre os resultados do plebiscito de Copacabana, a parte mais significativa.