TFP nas mãos do Supremo

José Maria Mayrink

O futuro da Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade (TFP), fundada em 1960 pelo professor Plínio Corrêa de Oliveira, depende do Supremo Tribunal Federal (STF). Em uma disputa iniciada em 1997, uma ala dissidente entrou na Justiça contra a direção da entidade para reivindicar a extensão a todos os associados do direito de voto, então restrito a oito fundadores da entidade (hoje são seis). Perderam em primeira instância, mas ganharam em segunda e conseguiram manter a decisão, enfrentando recursos e agravos que agora serão julgados em Brasília.

 
A TFP original, cujos membros, de capas e estandartes vermelhos, defendiam a propriedade privada e combatiam o comunismo, a reforma agrária, o divórcio e o aborto, foi proibida de usar a sigla, trajes e símbolos que a identificavam. Os remanescentes criaram a Associação dos Fundadores, o Instituto Plínio Corrêa de Oliveira e a Aliança de Fátima, enquanto a nova TFP passava para o controle dos dissidentes. Despejados pelos fundadores do casarão da Rua Maranhão, em Higienópolis, os dissidentes ocupam uma sede provisória em Santana.
 
O engenheiro e empresário Adolpho Lindenberg, de 89 anos, primo-irmão do fundador da entidade, é o presidente do Instituto Plínio Corrêa de Oliveira. “A TFP está engessada, não sabemos por ordem de quem, nas mãos de dissidentes cuja atividade quase exclusiva é de caráter religioso, no seio da associação Arautos do Evangelho”, diz. Ele e o diretor Paulo Corrêa de Brito Filho, de 82 anos, prometem manter o legado de Plínio Corrêa de Oliveira.
 
O superintendente da nova TFP, Roberto Kasuo Takayanagi, de 63 anos, da Diretoria Administrativa e Financeira Nacional, diz que o “Doutor Plínio era um democrata e não tomava atitude sem ouvir os sócios”, o que justificaria que, após a morte do fundador, em 1995, o direito de voto fosse estendido aos associados, segundo a lei brasileira. Ao ganhar esse direito, os sócios efetivos destituíram os fundadores em assembleia-geral e tomaram posse, sob garantia do juiz da 3.ª Vara Cível. Obrigados a entregar cargos e bens, os fundadores entraram com agravos e embargos para reverter o caso. Não conseguiram.
 
Kazuo afirma que os dissidentes foram à Justiça, em dezembro de 1997, porque cerca de 800 membros de dedicação exclusiva estavam ameaçados de expulsão, o que os deixaria sem alimentação, moradia e assistência à saúde. Como perderam em primeira instância, segundo ele, membros efetivos começaram a ser expulsos. Sem recursos para sobreviver, muitos deixaram a instituição. “Estamos meio acampados”, conta Kazuo, ao informar que a entidade não conseguiu ainda recuperar todo o patrimônio controlado pelos fundadores. Ele diz que os sócios fundadores transferiram receitas para a Associação Aliança de Fátima irregularmente, entre 2002 e 2004. A disputa judicial entre as partes envolve dezenas de ações, petições, embargos e agravos.
 
Para entender. A Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade (TFP) é uma organização católica tradicionalista e conservadora brasileira fundada em 1960 por Plínio Corrêa de Oliveira. Trata-se de uma sociedade civil sem fins lucrativos que nasceu como ferrenha defensora de posições políticas à direita e liderou marchas contra a reforma agrária, o divórcio, o aborto e o comunismo. Hoje, sua agenda é mais religiosa que política.

 


 

Maconha e união gay viram alvo de oposição

 

Embora engessada, a TFP original não está parada. Seus sócios, cerca de 300, fazem campanhas contra as causas de sempre, agora com alguns itens atualizados. “O aborto, o pseudo casamento homossexual, a liberação da maconha e, em geral, as reivindicações das chamadas minorias visíveis, que dividem de alto a baixo a sociedade brasileira, estão na primeira linha de debate da Associação dos Fundadores”, diz Adolpho Lindenberg, presidente do Instituto Plínio Corrêa de Oliveira.
 
Os militantes da antiga TFP não usam mais capas vermelhas nem carregam estandartes com a estampa do leão rompante (heráldico), mas uma estola amarela. Seu apostolado concentra-se na divulgação da devoção a Nossa Senhora de Fátima. Em caravanas, percorrem cidades do interior para divulgar livros publicados pelo Instituto Plínio Corrêa de Oliveira.
 
Os membros da TFP dissidente vestem capas vermelhas e empunham estandartes do leão heráldico apenas em ocasiões especiais. Enquanto a questão judicial não é decidida, preferem ser mais discretos. O superintendente Roberto Kazuo afirma que a associação obedece aos bispos e ao papa, sem as divergências do passado. Os recursos financeiros vêm da contribuição de simpatizantes.
 
A devoção a Nossa Senhora de Fátima é bandeira comum da TFP e do Instituto Plínio Corrêa de Oliveira, assim como da Associação Arautos do Evangelho, entidade fundada pelo monsenhor João Scognamiglio Clá Dias, de 74 anos, que foi secretário de Plínio Corrêa de Oliveira por 20 anos. A associação atua em 78 países e tem sede em São Paulo, onde construiu vistosos seminários, em Caieiras e Cotia. Seus membros usam uniformes de desenho medieval e botas de cano longo, de estilo militar. Os meninos entram aos 12 anos. São confundidos, muitas vezes, com membros da TFP./ J.M.M.

Associação Americana de Psiquiatria acaba de mudar a classificação de pedofilia de “transtorno” para “orientação sexual”.

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Em 1990, a Organização Mundial de Saúde (OMS) retirou a homossexualidade da lista internacional de doenças. Desde 1886 ela era tratada como um caso de saúde pública.

A Associação Americana de Psiquiatria publicou, em 1952, em seu primeiro Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtorno Mentais, que a homossexualidade era uma desordem ou transtorno. Após anos de debate entre psiquiatras, em 1973 a Associação Americana de Psiquiatria retirou a opção sexual da lista de transtornos mentais. Pouco depois a Associação Americana de Psicologia adotou a mesma posição.

Esse foi o primeiro passo para que a Organização Mundial de Saúde acatasse essa decisão e mudasse sua situação na classificação internacional de doenças (CID). De lá para cá ativistas LGBT fizeram sucessivas investidas para que a questão gay fosse tratada apenas como “opção sexual”. No Brasil, o Conselho Federal de Psicologia deixou de considerar a opção sexual como doença em 1985.

Na maioria dos países do mundo, grupos de cristãos tradicionais (evangélicos e católicos) sempre se opuseram a essa abordagem, classificando apenas como uma questão de “escolha” ou simplesmente “pecado”.

Em outubro de 2013, está começando uma nova guerra dos cristãos contra a questão do que é aceitável e inaceitável do ponto de vista médico. A Associação Americana de Psiquiatria acaba de mudar a classificação de pedofilia. De um transtorno, passou a ser uma orientação ou preferência sexual. A mais recente edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais 5ª edição (DSM-V). Trata-se de um manual para diagnóstico de doenças mentais. Ele é usado para definir como é feito o diagnóstico de transtornos mentais.

A pedofilia é definida na nova edição como “uma orientação sexual ou preferência sexual desprovido de consumação, enquanto o ‘distúrbio pedófilo’ é definido como uma compulsão e usado para caracterizar os indivíduos que usam assim a sua sexualidade”. O referencial são crianças com menos de 13 anos de idade.

Grupos cristãos estão se manifestando nos EUA, temendo que ocorra o mesmo processo que aconteceu com a homossexualidade, onde o primeiro passou foi justamente a mudança de classificação da Associação Americana de Psiquiatria.

Por outro lado, associações defensoras da pedofilia, como a B4U-ACT, aprovaram a medida. Paul Christiano, porta-voz do grupo afirma que ficará mais fácil distinguir quem sente atração sexual e quem comete a violência (configurando crime).  Christiano, que é formado em psiquiatria, defende a “autonomia sexual” das crianças, e acredita que “mais educação sexual nas escolas iria ajudá-los a compreender melhor seus limites”.

Sandy Rios, da ONG evangélica Associação da Família Americana, disse em comunicado oficial: “Assim como a Associação Americana de Psiquiatria declarou a homossexualidade uma ‘orientação’ após uma tremenda pressão de ativistas homossexuais em meados dos anos 1970, agora, sob pressão dos ativistas pedófilos, declararam o desejo de fazer sexo com crianças também uma ‘orientação’. Não é difícil ver onde isso vai levar. Mais crianças se tornarão presas sexuais se não agirmos”.

No Brasil, em meio ao debate do Projeto de lei PLC 122, proposto pelo PT, o senador Magno Malta, declarou: “Se aprovarmos um projeto desses, de você ser criminoso por não aceitar a opção sexual de alguém, é como se você estivesse legalizando a pedofilia, o sadomasoquismo, a bestialidade… O advogado do pedófilo vai dizer, senhor juiz a opção sexual do meu cliente é criança de nove anos de idade. O juiz vai decidir como, se está escrito que é crime?”

Esta semana, nos EUA, o Dr. Gregory Popcak , do Instituto de Soluções Pastorais, organização católica dedicada a tratar, do ponto de vista da fé, questões relacionadas ao casamento e a família, alerta: “se chamarmos de ‘orientação’ algo que pode ser utilizado por algum grupo de defesa, acabaremos ouvindo que a pedofilia é “apenas mais uma expressão normal do desejo sexual, o que seria extremamente problemático”.

No início deste ano, um Tribunal Federal da Holanda aprovou a existência da Associação Martijn, defensora do sexo consensual entre crianças e adultos. O veredito oficial reconhece que o trabalho da associação é “contrário à ordem pública, mas não há uma ameaça de desintegração da sociedade”. 

Fontes: G Prime,  Charisma News e Women of Grace.

http://blog.comshalom.org/carmadelio/37559-associacao-americana-psiquiatria-acaba-mudar-classificacao-pedofilia-transtorno-orientacao-sexual

A Ideologia do gênero busca DESTRUIR a família “superando” as diferenças naturais existentes entre o homem e a mulher

Leo Daniele

 

                                                                                Feminista Shulamith Firestone assim se exprime:

“Assim como a meta final da revolução socialista era não só acabar com o privilégio próprio da classe econômica, mas também com a própria distinção entre as classes econômicas, a meta definitiva da revolução feminista deve ser igualmente — diversamente do primeiro movimento feminista — não simplesmente acabar com o privilégio masculino, mas com a própria distinção de sexos: as diferenças genitais entre os seres humanos já não importariam culturalmente”.[1]

É claro que para essa nova onda revolucionária a realidade da natureza incomoda, estorva, e, portanto, deve desaparecer. Mas como se arranjam os caudatários dessa corrente, para obliterar diferença tão óbvia? Veja esta tentativa: O ser humano nasce sexualmente neutro e, a seguir, a influência social faz dele homem ou mulher!

Os seguidores desta corrente percebem que a natureza pediria outra coisa. Mas isto não os inibe: é preciso ir contra a natureza! “O ‘natural’ não é necessariamente um valor ‘humano’. A humanidade já começou a ultrapassar a natureza; já não podemos justificar a continuação de um sistema discriminatório de classes por sexos tomando como base suas origens na Natureza”.[2]

Portanto — comenta Dale O’Leary — os que tratam as mulheres com respeito estão tão errados quanto os que as desrespeitam.As duas atitudes marcam a existência de uma diferença. Essa diferença, embora seja natural, deve ser anulada ou ignorada. Ora, respeito é, justamente, o reconhecimento da existência de algo desigual ou diverso. Dentro de um “pirão” não há, nem pode haver, respeito.

É uma tática pós-moderna fragmentar/para fundir. A fim de fundir os dois sexos em um só pirão, essa nova corrente os fragmenta em cinco:

Rebecca J. Cook, docente de Direito na Universidade de Toronto e redatora da contribuição oficial da ONU na IV Conferência das Nações Unidas, realizada em Pequim em 1995, afirma que “os sexos já não são dois, mas cinco”, e, portanto, não se deveria falar de homem e mulher, mas de “mulheres heterossexuais, mulheres homossexuais, homens heterossexuais, homens homossexuais e bissexuais”. Assim, as diferenças quase desaparecem.

Essa catadupa ainda não é aceita pela sociedade, mas indica o caminho do futuro sinistro. Ela leva necessariamente a ‘novidades’, e o leitor talvez já adivinhe em que direção estas vão: a tentativa de desvincular o sexo da procriação. Só assim se estabeleceria uma verdadeira igualdade entre homem e mulher:

“A igualdade feminista radical significa não simplesmente igualdade diante da lei, nem mesmo satisfação de necessidades básicas, mas antes que as mulheres — tal como os homens — não tenham que dar à luz”.[3]

Quando se conseguir isto, ocorrerá “a destruição da família biológica” e surgirão “mulheres e homens novos, diferentes dos que existiram anteriormente”.[4]

Para a instituição internacional anti-vida “Catholics (sic) for a Free Choice”,[5] a destruição da família será fato extremamente alvissareiro.

As “feministas de gênero” consideram que, quando a mulher cuida de seus filhos no lar e o esposo trabalha fora de casa, as responsabilidades são diferentes, e, portanto, não igualitárias. Veem esta ‘desigualdade’ no lar como causa de ‘desigualdade’ na vida pública, já que a mulher, cujo interesse primário é o lar, nem sempre tem tempo e energia para dedicar-se à vida pública.

Vê-se que, para os propulsores do “gênero”, as responsabilidades da mulher na família são supostamente inimigas da realização da mulher. Como fazer para resolver de vez este problema? Com novas técnicas reprodutivas:

“Em sociedades mais imaginativas, a reprodução biológica poderia assegurar-se com outras técnicas”.[6] Cada qual pode imaginar algum novo tipo de fertilização “in vitro” ou de clonagem, feita por uma repartição competente.

Os futurólogos têm-se debruçado com especial empenho sobre esse assunto. Assim, Antônio Polito escreve, sobre o Século XXI:

“Deve-se esperar, sobretudo, a separação definitiva entre sexo e procriação, isto é, a mais extraordinária mudança na história da evolução humana. Carl Djerassi, um dos pais da ‘pílula’, prevê que a indústria farmacêutica concluirá o estudo do controle da natalidade e preocupar-se-á de encontrar meios de aumentá-la, sobretudo nos países desenvolvidos”.[7]

Além de tudo isto, que não é pouco, fala-se cada vez mais em… sexo com animais.

Tudo neste tópico remete para uma pergunta: pode o relógio funcionar contra as regras que lhe pôs o relojoeiro? Ou a criatura proceder contra as normas estabelecidas por seu Criador?[8]

Nosso Senhor recomendava que se prestasse atenção aos “sinais dos tempos”. O certo é que dificilmente poder-se-ia imaginar algo de mais radicalmente igualitário do que essa tendência de igualar os sexos, em sentido tão literal e tão ao arrepio da própria natureza.
_____________ 
Notas:
[1] Shulamith Firestone, The Dialectic of Sex, Bantam Books, New York, 1970, p. 12, grifos nossos.
[2] Shulamith Firestone, ibid. grifos nossos .
[3] Alison Jagger, Political Philosophies of Women’s Liberation, Feminism and Philosophy, Littlefield, Adams & Co., Totowa, New Jersey, 1977, p. 14.
[4] ibid.
[5] Católicas pelo direito de escolher.
[6] Heidi Harmann, The Unhappy Marriage of Marxism and Feminism, Women and Revolution, South End Press, Boston, 1981, p. 16.
[7] “La Repubblica”, sexta-feira, 5 de novembro de 1999.
[8] Muitos dados deste tópico foram extraídos de um documentadíssimo relatório da Conferência Episcopal Peruana, intitulado “La ideología de género, sus peligros y alcances”.

http://blog.comshalom.org/carmadelio/36690-sinal-tempos-balburdia-sexos

 

Uma “pedofilia” leve é moralmente aceitável? segundo Dawkins, famoso biólogo evolutivo ateu, sim!

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Rodrigo Constantino, Revista Veja

Já li alguns livros de Richard Dawkins e confesso ter gostado.
 
Mas quando vejo tanto seu ateísmo militante (e chato ou mesmo intolerante) e também seu crescente relativismo moral, chego a questionar se os conservadores religiosos não estão certos quando falam do “drama do humanismo secular”.
 
Será que os valores se perdem por completo sem uma régua mais, digamos, eterna?
 
Não vou tentar responder isso aqui e agora, mas vou expor a última de Dawkins, que considero realmente assustadora. O cientista teria dito  que a “leve pedofilia” não é algo tão condenável assim. Usou como exemplo seu próprio caso na infância, quando um professor teria o colocado no colo (e depois o levado a tocar em suas partes íntimas…)
 
Segundo o biólogo, o professor teria feito isso com vários alunos, mas não acha que nenhum deles sofreu algum tipo de dano permanente. Tampouco acha que pode julgá-lo com base nos critérios e valores de hoje, já que isso ocorreu há décadas atrás.
 
Curiosamente, o cientista estaria aliviando para o lado de padres acusados de pedofilia. Mas é um religioso que vem atacar o absurdo disso. Peter Watt, diretor na National Society for the Prevention of Cruelty to Children, disse:
 
O Sr. Dawkins parece pensar que, porque um crime foi cometido há muito tempo, devemos julgá-lo de uma maneira diferente. Mas sabemos que as vítimas de abuso sexual sofrem os mesmos efeitos se foi há 50 anos atrás ou ontem.
 
Há “progressistas” tentando relativizar a pedofilia. 
 
O jornal britânico de esquerda, The Guardian, publicou um artigo no começo de 2013 chamado Paedophilia: bringing dark desires to light, em que é tratada como algo quase normal.
 
O jornal deu espaço para Sarah Goode, da Universidade de Winchester, expor sua opinião de que um em cada cinco adultos são capazes, em certo grau, de ser sexualmente despertados por crianças. Trocas “voluntárias”, entre um adulto e uma adolescente, passarão a ser vistas como algo aceitável no mundo “moderninho”. Engov!
 
Voltando a Dawkins, ele diz sobre o professor de sua infância: “Não acho que ele causou em qualquer um de nós dano duradouro”. Ouso discordar.
 
Em tempo: Dawkins é especialista em biologia evolutiva, mas pedofilia jamais poderá ser vista como algum tipo de evolução. Na verdade, é um atraso que nos remete à barbárie do século VII, quando certo profeta resolveu se casar com uma menina de 9 anos apenas!
 
Nota: A repercussão da coisa toda foi tão grande que Dawkins veio se explicar, colocando sua fala dentro de um contexto diferente. Menos mal. Mas o alerta continua válido: o relativismo moral dos progressistas tem levado a bandeiras bizarras nos últimos anos.

Maior empresa realizadora de abortos nos EUA fecha 24 filiais só em 2013

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ACI

crescente rejeição da população norte-americana ao aborto vem causando significativos estragos nas finanças da Planned Parenthood, a maior rede de clínicas especializadas em aborto nos Estados Unidos. Desde o início de 2013, a empresa fechou 24 estabelecimentos. Só na semana passada, a rede encerrou as atividades de três clínicas no estado do Texas.

Os números constam no último relatório da Operation Rescue, uma ONG pró-vida especializada em monitorar a ação de instituições que realizam abortos no país. Em entrevista ao site Life News, Troy Newman, presidente da organização, disse que o número reflete a diminuição na quantidade de mulheres que escolhem abortar seus filhos, mas também é consequência da série de escândalos nas quais a empresa se envolveu.

Life News cita entre os problemas os 42 casos de complicações em pacientes que ingeriram “pílulas do dia seguinte” fornecidas pela Planned Parenthood e a morte de uma paciente de Chicago, que faleceu após a cirurgia abortiva.

A rede de clínicas, no entanto, enviou uma nota à imprensa em junho alegando que, ao menos os fechamentos no estado do Texas, se deviam ao impedimento de acesso a financiamentos com recursos públicos, consequência de uma lei aprovada em 2011.

Uma das últimas clínicas a ser fechada foi onde Abby Johnson trabalhou como diretora. Hoje uma influente líder pró-vida, Abby abandonou a militância da Planned Parenthood em 2009, depois de assistir a um aborto por meio de um aparelho de ultrassom. Nesta terça-feira, ela comemorou publicamente o fechamento da clínica em sua página no Facebook.

A mudança de rumo na vida de Abby ganhou cobertura nacional semelhante à de Norma McCorvey (conhecida como Jane Roe), a protagonista do caso judicial que legalizou o aborto nos EUA na década de 70, e que depois se arrependeu publicamente.

http://www.comshalom.org/blog/carmadelio/36017-maior-empresa-realizadora-de-abortos-nos-eua-fecha-24-filiais-so-em-2013